Na Argentina, Maurício Macri está dando um bom exemplo do que os golpistas querem para o Brasil. Após quatro anos no poder, a política neoliberal do presidente argentino colocou o país com o maior desemprego dos últimos 13 anos.
Atualmente, a taxa de desemprego é de 10,1%. Isso significa que cerca de 2,1 milhões de argentinos estão desempregadas no país. A indústria de base, a construção e o comércio estão profundamente afetados.
Não é raro na Argentina a cena de pessoas brigando em supermercados e feiras para conseguir comprar o último pedaço de carne, ou mesmo o racionamento de produtos para os clientes.
Apenas 13 milhões dos 17 milhões de Argentinos empregados tem um salário fixo. O trabalho não registrado aumentou para 35%. Isso significa também, já que nos locais não registrados as condições de trabalho são bem piores, que aumentaram os acidentes de trabalho e a exploração.
Os preços dos produtos está aumentando, enquanto a população está empobrecendo. 32% dos Argentinos são considerados pobres, e cerca de 2,7 milhões caíram abaixo da linha da pobreza.
Esse cenário desastroso é produzido pelo neoliberalismo em todos os lugares por onde passa. É isso que querem para o Brasil. Macri, Temer e Bolsonaro são filhos do mesmo pai: o imperialismo norte-americano. Na Argentina, o golpe foi antes que no Brasil. Por isso, o resultado já chegou nesse ponto.
Para evitar isso, é preciso intensificar a luta nas ruas contra Bolsonaro e todos os golpistas. Exigir a derrubada do governo e a realização de novas eleições. Como ficou comprovado pelos vazamentos, a Lava Jato impediu Lula de participar das eleições para eleger Bolsonaro – o que torna o governo ainda mais ilegítimo.




