Os moradores das nove famílias indígenas mbyá guarani da Aldeia Guajayvi, em Charqueadas, recentemente, receberam, com enorme surpresa, a construção da maior mina de carvão a céu aberto do Brasil, a 1,2km de suas casas.
A construção não teve qualquer consulta por parte da empresa para com os moradores, que viram a área próxima a suas casas ser dominada pela empresa Copelmi.
A mesma tribo sofreu um problema idêntico na comunidade Pekuruty, onde está a 7,2km do local foi escolhido como ponto para a mineradora exercer suas atividades.
Em ambos os casos, as mineradoras estão invadindo sem garantia de reassentamento e indenizações, sem dar sequer o direito das famílias indígenas se posicionarem sobre o projeto.
Por outro lado, a preocupação por parte dos indígenas não se dá apenas no que se refere a suas próprias casas, mas também a própria manutenção de suas atividades, como a caça e a pesca, que serão imensamente afetadas pela atividade da mineradora, que ocupará, caso aprovada, uma área de 5 mil hectares, destruindo toda economia local.
As invasões as terras indígenas, a devastação e destruição da economia local, é um marco do governo Bolsonaro, que influência diretamente tais ações.
O aval do governo para a atividade ilegal destas empresas é responsável por um gigantesco ataque à população pobre, sobretudo aquelas que dependem do meio em que vivem para sobreviver, como no caso das aldeias indígenas, já muito massacradas e marginalizadas.


