Na terça-feira, 25, os moradores da região do Capão Redondo, Campo Limpo, Vila das Belezas e Giovanni Gronchi ficaram sem acesso ao metrô devido a paralisação das atividades dessas quatro estações da linha Lilás.
A linha, tida como o exemplo de um serviço privatizado, deixa claro a incompetência das empresas privadas em atenderem as necessidades mínimas da população. Sem manutenção suficiente, houve o rompimento do cabo de energia central responsável pelo funcionamento dos trens.
Devido a interrupção das linhas, foram acionados ônibus da operação Paese a fim de suplantar a demanda de transporte da população local. A medida insuficiente resultou na superlotação da linha, estendendo o horário de rush da manhã até às 10 horas.
Essa situação deixa patente que a campanha de privatização das outras linhas do metrô não dizem respeito aos interesses da população, mas sim, dos próprios capitalistas. Após o serviço instalado, os gastos com a empresa são mínimos e os lucros de um serviço fundamental é altíssimo. Nessa situação, sequer a manutenção mínima do equipamento é garantida, resultando na piora do serviço.
Enquanto a gestão privada mostra-se claramente ineficiente, a campanha contra as linhas ainda estatais continua. A redução dos serviços nas linhas do metrô com os funcionamentos em intervalos aumentados e em horários reduzidos não se justifica por quaisquer problemas reais na linha, como é a queda de um fio de energia. Eles são boicotados pelo próprio governo direitista cuja pauta política inclui a entrega do serviço aos lucros do capital privado.




