
Futebol feminino sim! Globo não!
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A Rede Globo fez uma grande campanha pela valorização do futebol feminino nesse mundial. Transmitiu os jogos, mobilizou profissionais, gravou jingle com as próprias jogadoras, e elaborou uma estratégia que estampou a chuteira da maior goleadora de todas as Copas.
Toda a população brasileira ficou satisfeita em ver o mundial feminino sendo transmitido. Hoje, no jogo contra a França, os bares estavam cheios e o clima era semelhante ao da Copa masculina. Não apenas com setores da classe média à reboque da campanha global, mas com os frequentadores de bares e amantes do futebol de sempre. Mais uma prova da devoção do brasileiro ao esporte, seja ele jogado por homens ou mulheres. Uma relação que não é compartilhada pela Rede Globo.
É importante que se fale do papel da emissora na história do futebol masculino, para não cairmos na conversa de que está em curso um “avanço cívico” promovido pela família Marinho, permitindo que haja igualdade entre gêneros no esporte. Foi a Globo quem negligenciou a Copa feminina desde 1991, data do primeiro campeonato. A Globo, que hoje se vende como “amiga das mulheres”, dispunha dos direitos de transmissão e abdicava de colocar os jogos no ar, por questões comerciais.
A Globo é a emissora que mais persegue as torcidas organizadas no Brasil. É ela quem mais faz campanha contra bandeiras, papel picado, fogos de artifício e bandas. Desde que o mundo é mundo, a Globo tenta esterilizar as arquibancadas brasileiras, fazendo lobby por ingressos mais caros, pedindo o fim das gerais, e a criação de novas áreas VIP. Se hoje as arenas estão cheias de coxinhas e sem o povo, é por culpa da Globo.
Todos queremos que o futebol feminino seja mais desenvolvido e nos traga títulos, que salários sejam equiparados e haja estrutura para treinos, campeonatos e federações. Mas é preciso ser crítico a esse apoio dissimulado da empresa que é a maior inimiga do futebol nacional.



