O imperialismo fracassou na invasão que estava preparando na Venezuela, no último sábado (23). Foi uma contundente derrota dos Estados Unidos e seus capachos, que não conseguiram servir de bucha de canhão. Os militares venezuelanos e o povo se mobilizaram nas fronteiras e nas ruas, demonstrando seu firme apoio ao presidente Nicolás Maduro.
Enquanto isso, a extrema-direita golpista não teve coragem de erguer a cabeça e os planos do marionete Juan Guaidó de levar multidões para buscarem a “ajuda humanitária” foram suspensos. Percebendo isso, os militares colombianos não tiveram coragem para invadir pela fronteira ocidental e os brasileiros pela oriental.
Até porque, para a burocracia militar, uma invasão a outro país geraria uma crise enorme dentro das forças armadas, com grande possibilidade de ampla desestruturação do exército e de uma convulsão social no Brasil, aumentando profundamente a crise política e econômica do País.
No entanto, se os militares brasileiros estão com um pé atrás para seguir as ordens do imperialismo e servir de bucha de canhão na Venezuela, outros setores pró-imperialistas no Brasil continuam sua campanha pela intervenção a plenos pulmões.
Isso é perceptível ao se ler, assistir ou ouvir os meios de comunicação golpistas. A propaganda contra o chavismo sempre foi veiculada pelos monopólios da imprensa, mas atualmente há uma amplificação dessa campanha. É uma verdadeira propaganda de guerra o que está sendo transmitido pela imprensa direitista (Globo, Folha, Estadão, Bandeirantes, Jovem Pan, Veja etc.).
Manchetes e reportagens “denunciando” a suposta repressão do governo Maduro, a “crise humanitária”, as deserções de militares na fronteira (depois de muitas ofertas por parte dos agentes do imperialismo do lado brasileiro e colombiano), são o termômetro para analisar a tensão em que a região se encontra.
O imperialismo faz uso dos meios de comunicação cartelizados sempre que precisa preparar o terreno para uma invasão militar. Foi assim na Iugoslávia, no Iraque, na Líbia, na Síria. Uma ampla campanha de propaganda (geralmente fabricada pelas empresas de publicidade norte-americanas e veiculadas de comum acordo pela imprensa mafiosa) é transmitida 24h para chocar o público com as supostas atrocidades cometidas pelos ditadores sanguinários que esmagam suas respectivas populações, e que seria preciso que a “comunidade internacional” (meia dúzia de países imperialistas) faça alguma coisa. É exatamente assim que a Venezuela está sendo tratada nos últimos dias pela imprensa brasileira e internacional.
Essa propaganda está em perfeita sintonia com o que diz o imperialismo. O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, reafirmou que a opção militar “está sobre a mesa”. No âmbito da cúpula do Cartel de Lima, um funcionário da Casa Branca disse a uma agência de notícias que, “na questão do uso da força militar, essa é claramente uma decisão do presidente e do governo dos Estados Unidos” e que “seria irresponsável que o governo dos Estados Unidos descartasse o uso da força militar”.
O mesmo foi dito pelo próprio Guaidó, demonstrando ser um serviçal do imperialismo contra seu próprio país e seu próprio povo, um criminoso conspirador contra os venezuelanos.
Demonstra-se que o imperialismo está com toda a sede dos recursos naturais da Venezuela, especialmente o petróleo e o ouro. E vai continuar sua campanha de desestabilização, golpe e intervenção militar. A situação é extremamente preocupante, uma vez que, apesar de ter vencido a batalha de sábado, o governo e o povo venezuelano terão de estar plenamente mobilizados para continuar encarando a guerra contra o imperialismo e seus capachos. Há uma verdadeira guerra contra a Venezuela, e o imperialismo está pronto para utilizar seus bombardeiros, tanques e fuzileiros navais, ou, pelo menos, suas buchas de canhão.
O povo brasileiro e latino-americano precisam se mobilizar imediatamente em solidariedade aos irmãos venezuelanos e contra a guerra imperialista. É necessário expulsar o imperialismo e seus agentes da Venezuela e da América Latina!





