Esta semana foi definidora para determinar os rumos da luta contra o governo ilegítimo e a direita golpista. A reforma da Previdência de Jair Bolsonaro foi aprovada, um roubo trilionário contra milhões de trabalhadores brasileiros. O placar a favor do governo dentro da Câmara dos Deputados foi esmagador, 379 votos a favor, 131 contra. Com esse resultado, ficou demonstrado o fracasso de uma determinada política de oposição aos ataques do governo contra a população: a política de procurar conviver com o bolsonarismo e de negociar concessões da direita. E de buscar esse “entendimento” por meio de uma ação comum com setores golpistas apresentados como aliados, como o PSB (que deu 11 votos favoráveis à “reforma), o PDT, de Ciro Gomes (8 votos à favor) e até o Solidariedade, do deputado “Paulinho da Força” (13 votos favoráveis de um total de 14).
Essa política demonstrou ser um fracasso completo. Por mais que parlamentares da esquerda tentem apresentar migalhas “conquistadas” no Congresso como uma vitória para os trabalhadores, a verdade não pode ser disfarçada. A reforma é uma gigantesca derrota para os trabalhadores e representará um colossal aumento da miséria no meio da população se não for revertida. Tentar relativizar essa derrota apresentando “conquistas” no Congresso só serve para encobrir o significado do que aconteceu e preparar mais derrotas para os trabalhadores no futuro. Portanto, essa política deve ser imediatamente abandonada.
Demonstrado o fracasso da tentativa de ganhar migalhas em acordos com a direita, resta dizer qual é a outra política que surge neste momento e que deve ser adotada pelo movimento contra os golpistas e pelos trabalhadores. É preciso se mobilizar para derrotar o governo Bolsonaro e pela derrota da “reforma” e de todas as medidas dos golpistas.
Isso só será possível por meio de de uma mobilização revolucionária das massas, pelos métodos de luta da classe trabalhadora, como greves, protestos de rua, bloqueio de estradas, paralisações, piquetes etc. Os golpistas precisam ser enfrentados nas ruas. Neste momento, é preciso organizar a ocupação de Brasilia, em agosto, para confrontar os golpistas com uma ampla mobilização de massas contra a reforma.
Essas são as duas políticas colocadas diante dos trabalhadores como formas de enfrentar o governo Bolsonaro. A tentativa de conciliação com o bolsonarismo e de luta meramente parlamentar, em que a mobilizações servem de mera figuração para pressionar deputados, não levou a lugar nenhum em relação à reforma da previdência.
Para não acumular outras derrotas como essa, o que permitirá ao governo direitista em crise acabar se consolidando, é hora de adotar a outra política: a oposição à direita golpista nas ruas. Fora Bolsonaro!





