O aumento geral do custo de vida, resultado da política do governo golpista de Jair Bolsonaro, atingiu com força a população na questão do acesso aos gêneros alimentícios básicos. O aumento do preço da carne bovina puxou os preços do porco e do frango, que já dobram de valor.
De acordo com dados divulgados pela Cepea (Centro de Pesquisa Econômica Aplicada da USP), o preço do boi gordo subiu 35,5% em novembro em relação a outubro, o do porco subiu 13,3% e o do frango congelado 17,8%. Em alguns açougues da cidade de São Paulo, o preço do frango quase dobrou, passando de R$ 8,90/kg para R$ 15,90. O dólar valorizado e o aumento das exportações para a China são fatores que influenciam no aumento dos preços. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresenta a expectativa de que a alta das carnes se intensificará no final de ano e permaneça assim ao longo do primeiro semestre de 2020.
A tendência é que a situação do país vá se deteriorando cada vez mais. À medida que a crise econômica se aprofunda, e o governo Bolsonaro dá sequência na aplicação de sua política neoliberal, a inflação tende a subir, o que penaliza sobretudo os trabalhadores e os mais pobres. A ruralista Tereza Cristina, que ocupa o cargo de Ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, afirmou nas últimas semanas que o preço das carnes não vai voltar ao nível anterior e que o aumento seria necessário para compensar a falta de reajuste nos últimos três anos. Segundo ela, a falta de reajuste nos preços prejudicava os criadores de gado e até os próprios consumidores.
O aumento esclarece que a política bolsonarista é de esfolamento do povo e de entrega das necessidades básicas da população para a sanha de especuladores e capitalistas.




