O Supremo Tribunal Federal (STF) é quem, hoje, pode libertar Lula da cadeia, se formos considerar apenas as alternativas institucionais. É por isso que “sentaram em cima” do habeas corpus de Lula, e, agora, ameaçam nem julgar esse processo em 2019.
É o que foi apontado em uma matéria publicada no site da Folha de S. Paulo, onde o ministro pau-mandado de general, Dias Toffoli, acenou com a proposta de não votar o HC de Lula em 2019, pois a pauta do 2º semestre do tribunal já está publicada.
É uma desculpa formal para atender os interesses dos golpistas, que estão encastelados dentro de todo Estado, especialmente do Poder Judiciário. É um recado de que, se depender do STF, Lula não será solto de forma alguma.
Apesar da abertura democrática do País, é preciso dizer que o Supremo, assim como outras organizações, como a Polícia Militar, não sofreu qualquer alteração significativa com relação aos anos de chumbo no qual tomou parte e foi advogado dos militares golpistas. São basicamente os mesmos ditadores de toga que, apesar de trocar de nomes, levam adiante os planos da direita, dos golpistas.
Toffoli fala abertamente que não vai ou não quer julgar o HC de Lula, do ex-presidente, que está preso como resultado de um processo publicamente fraudado. Ele fala isso e não acontece nada, especialmente por se tratar de um HC, no qual, em tese, o direito à liberdade ameaçado deveria se sobrepor a qualquer pauta já publicada.
São ditadores de toga, que não foram eleitos por ninguém. Qualquer pessoa do Poder Legislativo, por mais escandalosa que tenha sido a eleição e a pessoa, tem mais legitimidade dentro do regime que os intocáveis do STF e do Poder Judiciário, que não receberam votos de ninguém e fazem o que querem.
Lutar contra o golpe de Estado e pela liberdade de Lula é lutar pelo fim da ditadura do Judiciário, pelo fim dos ditadores de toga. Esse também deve ser o programa colocado nas ruas por todos aqueles que querem a liberdade do ex-presidente.




