Agora, é parar o País no dia 14 de junho, pelo fora Bolsonaro e pela liberdade de Lula

Os grandes atos, dos dias 15 e 30 de Maio, realizados em mais de 300 cidades, de todos os Estados do País evidenciaram, ainda que parcialmente, a enorme disposição de luta presente entre os trabalhadores e a juventude, contra o governo ilegítimo de Jair Bolsonaro e seus ataques contra todo os explorados do País. Uma situação que mostra a evolução de uma tendência que vinha dando sinais expressivos desde o carnaval, nos primeiros atos contra a “reforma” da Previdência etc.

Ao contrário do que procura induzir a imprensa golpista (Globo e Cia.), seus “analistas” e “ventríloquos” da esquerda burguesa e pequeno burguesa, os educadores, estudantes e muitos outros setores dos explorados não saíram às ruas em gigantescos atos apenas para protestar contra os cortes na Educação, mas diretamente contra o governo ilegítimo de Jair Bolsonaro e seus ataques contra o povo trabalhador.

Tanto nos dias 15, como no dia 30, as manifestações superaram, de longe, os esvaziados atos coxinhas, do último dia 26, de apoio a Bolsonaro – quando os golpistas se dividiram no apoio à manifestação –  evidenciando que a polarização política está sendo puxada pela evolução à esquerda de amplas massas que vão concluindo, claramente, que a alternativa diante dos ataques do regime golpista, é colocar para correr o atual governo e abrir caminho para uma alternativa própria dos explorados diante da crise.

Os atos também expuseram a  crise do regime e a fragilidade da operação de “salvação” ou sobrevida para o governo Bolsonaro que os diversos setores golpistas procuram colocar em marcha, desde o começo da última semana, em torno do anunciado “pacto”, envolvendo os chefes dos poderes do moribundo Executivo (dividido entre suas diversas alas), do reacionário e corrupto Legislativo (dominado pelo “centrão”) e do golpista e imperial Judiciário (claramente tutelado pelos militares), tendo como objetivos imediatos manter a ofensiva contra os trabalhadores (“reforma” da Previdência, cortes etc.) e impedir a queda, ao menos por hora, do governo que mostrou um apoio político pequeno, mas que é maior do que do que o dos outros setores tradicionais da política burguesa tão ou mais desgastados do que o “bolsonarismo”.

Em todas esses episódios ficou por demais evidenciada a fragilidade da política reacionária de setores da esquerda burguesa e pequeno-burguesa que, aceitando a orientação, disfarçada de análise, da imprensa golpista, buscaram repetir a falsificação de que os atos seriam apenas pela Educação e não contra o governo e pela sua derrubada, como se dá no mundo real.

isso porque essa esquerda atua amparada em uma  política de conciliação e entendimento com o regime golpista, como se viu nessa semana quando dirigentes da ala direitista do PT (Haddad e outros) e do PCdoB (Flávio Dino) se reuniram com o chefe histórico dos tucanos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para debater a “frente ampla” com a qual buscam uma “saída” para a crise que não passe pela derrubada do governo pela mobilização popular e que aponta no sentido de colaborar com a “reforma” da Previdência e esperar pelas próximas eleições. Para essa esquerda, os estudantes, os trabalhadores e todos os explorados vítima do aumento do desemprego, da fome, dos brutais cortes na Educação, Saúde etc. podem esperar e conter sua revolta, esperando pelas eleições. Nada poderia estar mais distante do estado de ânimo presente entre os explorados, expresso – apenas parcialmente – nas mobilizações.

Os grandes atos do dia 30, deram sequência à mobilização espetacular do dia 15, impulsionando as tendências de luta, agora, dirigidas para o dia nacional de paralisação, a greve geral, do dia 14 de junho. Que pode ser um primeiro passo para uma greve geral de verdade, por tempo indeterminado, até a derrota cabal dos ataques do governo Bolsonaro e sua queda.

Para o ativismo que cresce nas mobilizações atuais, a tarefa central é impulsionar uma intensa campanha nos locais de trabalho, estudo e moradia, para parar todo o País, reforçar a unidade dos trabalhadores e da juventude, enterrar a perspectiva fracassada de conciliação com os golpistas e fortalecer a luta por uma alternativa dos explorados e de suas organizações de luta: a derrubada do governo Bolsonaro e de todos os golpistas, a conquista da liberdade de Lula e de eleições gerais, com Lula candidato.

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