Num momento em que a luta social no país já se encontra paralisada (ou suspensa) em função das festas de final de ano, merece registro e destaque a iniciativa da Frente Nacional de Luta, movimento de trabalhadores sem terra, que busca organizar e coordenar as ações de luta deste segmento. No Distrito Federal, o movimento conta com três acampamentos, reunindo mais de 500 famílias, que se mobilizam pela conquista e regularização das terras onde se encontram.
O evento realizado nesta sexta-feira, dia 20 de dezembro, aconteceu na embaixada da Venezuela, reunindo 85 participantes. Denominado “Encontro Frente Nacional de Luta Campo e Cidade do DF”, foi uma iniciativa conjunta da FNL e do Comitê Anti-imperialista Abreu e Lima, tendo como propósito realizar um debate acerca dos temas que estão em relevância neste momento na conjuntura política e econômica não só do Brasil, mas também dos países que se encontram em situação de mobilização e luta na América Latina. O encontro cumpriu o objetivo também de manter as famílias e os trabalhadores assentados mobilizados e preparados para qualquer situação que porventura possa acontecer, como por exemplo uma ação de reintegração de posse via processo que vem sendo movido pelos especuladores que reivindicam a propriedade da terra onde estão localizados os assentamentos.
Na mesa de conjuntura nacional, merece destaque as colocações que foram feitas pelo coordenador do Comitê Abre e Lima, companheiro Pedro César Batista, que enfatizou a necessidade da esquerda nacional romper com o atual estado de paralisia e se movimentar no sentido da organização e do chamado às lutas populares no próximo período, com o intuito de conformar um amplo movimento nacional de luta, levantando a bandeira pelo “Fora Bolsonaro”. Por sua vez, o representante do PCO, companheiro Expedito Mendonça, colocou em relevo os ataques do governo Bolsonaro contra o país, os trabalhadores e as massas populares, denunciando também as ações que a extrema direita vem desenvolvendo no sentido de avançar em sua ofensiva contra os direitos democráticos da população; as leis repressivas contra os explorados pobres, negros e mulheres (pacote anticrime); as privatizações e a entrega do patrimônio público ao capital estrangeiro.
O representante do PCO destacou ainda a importância da esquerda se apresentar nas eleições municipais do próximo ano defendendo um programa de luta contra o governo Bolsonaro e sua obra de destruição nacional, enfatizando a necessidade de se colocar como eixo de luta principal para o próximo período o “Fora Bolsonaro”; pela anulação de todos os processos contra o ex-presidente Lula e por novas eleições gerais. Por fim, o companheiro Expedito Mendonça salientou a importância da iniciativa dos Comitê Abreu e Lima e demais movimentos da esquerda do do DF em lançar, no dia 23 de janeiro de 2020, o “Comitê Popular pelo Fora Bolsonaro”, dando a largada para um grande movimento de envergadura nacional para colocar para fora o governo que vem promovendo a maior catástrofe de todos os tempos contra o país e os trabalhadores.




