Desde que foi implementado o PDVE (Plano de Desligamento Voluntário Especial), que forçou a demissão de cerca de 10 % dos seus funcionários. Uma combinação de políticas desastrosas tem levado o quadro de trabalhadores do banco a uma situação de completo desespero. Durante todo o expediente são inúmeras as situações que vem causando acometimentos de doenças depressivas e distúrbios físicos como Ler/Dort. Quadro insuficiente de pessoal, metas desumanas, cobranças de resultados, tanto na frente dos gerentes como através de intermináveis Audioconferências de Gerências Regionais, etc. Isso tem sido parte de todo inferno vivido dentro das Agências e Departamentos.
O Bradesco colocou em prática o PDVE objetivando uma economia na ordem de 1,5 bilhões de reais por ano. Traçou também um plano para fechar cerca de 300 Agências em todo o País até o final de 2019. Em 2018 articulou um plano para migrar grande parte de seus clientes para plataformas virtuais, medida que expõe também mais demissões em grande escala a curto prazo.
A categoria bancária assinou uma Convenção Coletiva de Trabalho em 2018 que, diferentemente dos anos anteriores, tem uma abrangência de dois anos e se estenderá até agosto de 2020. Assim como acontecia todos os anos nos meses de julho quando ocorria encontros estaduais e nacionais dos bancários, este ano praticamente não ocorrerão esses encontros. Havia em todos eles, debates de políticas de reajustes salariais e problemas estruturais como demissões.
No entanto, dado os problemas crônicos que se coloca a categoria bancária agravados pelo golpe, coloca-se na ordem do dia o chamado a um encontro nacional de toda a categoria para debater e se armar com um plano de lutas contra as demissões em grande escala, bem como armar os bancos públicos contra seus desmontes face as ameaças de privatizações em curso.





