O acordo Mercosul-União Europeia, assinado pelo presidente neoliberal Jair Bolsonaro (PSL) nesta última sexta-feira, 28 de Junho, abriu as portas para a livre penetração imperialista no país e a destruição da indústria nacional.
O acordo de livre-comércio entre os blocos prevê zerar as alíquotas para importação de bens de capital, informática e telecomunicações. A exposição da indústria nacional à concorrência da poderosa indústria dos países imperialistas, em especial da França e Alemanha, que são fortemente apoiadas pelos Estados, levará amplos setores da indústria nacional à bancarrota. Atualmente, as importações de bens de capital (máquinas, equipamentos, insumos) são taxadas em 14% e as de bens de telecomunicações e informática em 16%.
O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), contratado pelo governo Bolsonaro, forneceu estudos que manipulam dados para mostrar as “vantagens” da abertura comercial radical defendida pelo Ministro da Economia, o Chicago Boy Paulo Guedes. Contudo, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), preocupada com a devastação econômica, apresentou estudos contrários.
O governo Jair Bolsonaro, capacho do imperialismo em geral e dos EUA em particular, procede à destruição da economia nacional em prol dos interesses do imperialismo mundial. O que fica claro é que o objetivo fundamental do Golpe de Estado de 2016, executado por meio de um impeachment fraudulento no Congresso contra o governo Dilma Rousseff (PT), era submeter o país ao controle do imperialismo e realinhar a política exterior aos interesses dos EUA.



