No dia 28 de maio de 1926, comandados pelo general Gomes da Costa, os militares portugueses dão início ao golpe de Estado, de características fascistas, o qual serviu para abrir caminho para o regime ditatorial de Salazar. O golpe foi uma resposta das classes dominantes portuguesas à profunda crise política que se estabeleceu no país desde a implantação da I República em 1910.
A crise se aprofundou após o fim da I Guerra Mundial. A degradação econômica e política de Portugal levou o país a uma situação pré-revolucionária. As greves da classe operária, somada a atentados à bomba contra o governo português, marcaram o início da década de 1920 em Portugal.
Diante da constante e cada vez mais crescente instabilidade política, os militares decidem dar início ao golpe de Estado na manhã do dia 28 de maio, na cidade de Braga, norte do país. Dentre as primeiras medidas tomadas estavam a dissolução do parlamento e o estabelecimento da censura.
Os militares golpistas chamam para o Ministério de Finanças o professor de Economia da Universidade de Coimbra, Antônio de Oliveira Salazar. Em 1933, Salazar torna-se Presidente do Conselho de Ministros, uma nova Constituição é formulada pelos golpistas, a qual dá início ao chamado Estado Novo. De características fascistas, o regime político português fica marcado ao longo de 40 anos pela repressão, a censura e a perseguição política. Em 1974, a Revolução dos Cravos põe fim ao período ditatorial em Portugal.




