As manifestações de 31 de outubro levaram novamente trabalhadores e jovens às ruas da França às vésperas da greve convocada para 5 de novembro. Organizações juvenis estimaram a presença de mais de 500 mil pessoas no país. A cifra foi divulgada pelos organizadores, não por uma contagem oficial. Em Paris, estudantes enfrentaram restrições impostas aos atos para alcançar a marcha principal.
O movimento reúne exigências sobre salários, custo de vida e serviços públicos. Em Le Mans, manifestantes fizeram uma assembleia diante de um hospital para discutir a continuidade da luta. Em Marselha, houve marcha apesar das proibições; em Toulouse, a polícia dispersou participantes. O governo mobilizou dezenas de milhares de agentes, segundo a reportagem sobre os protestos, para vigiar e conter as concentrações.
A greve de quinta-feira foi chamada por centrais sindicais contra os cortes previstos no orçamento de 2027 de Emmanuel Macron. A convocação abrange trabalhadores dos setores público e privado, aposentados e estudantes. Há reivindicações por aumento dos salários e das aposentadorias, financiamento da Previdência e recursos para escolas e demais serviços públicos.
Nas ruas, estudantes e trabalhadores exigiram medidas que atingem diretamente o orçamento defendido por Macron. A greve terá agora a tarefa de levar essa força para os locais de trabalho, onde uma paralisação pode obrigar o governo a enfrentar reivindicações que tentou conter com a polícia.





