O prefeito Arnaldinho Borgo anunciou que o auxílio-alimentação dos servidores de Vila Velha passará de R$ 850 para R$ 900 em janeiro. Os trabalhadores, porém, cobram a revisão dos salários. Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de Vila Velha (Sinfais), a categoria está há dois anos sem a correção geral anual.
O dirigente Ricardo Aguilar afirmou que a prefeitura não apresentou proposta para os vencimentos nem iniciou negociação com a entidade. O sindicato calcula que a reposição das perdas pode se aproximar de 20%, percentual que ainda pretende conferir com os dados oficiais. A categoria prepara um abaixo-assinado e uma assembleia; a greve está entre as medidas a discutir se a administração continuar sem resposta.
O auxílio ajuda a pagar a alimentação, mas não corrige o salário usado pelo servidor para custear moradia, transporte e outras despesas. Ao anunciar o acréscimo no benefício sem tratar da reivindicação principal, Borgo deixa intacta a perda salarial denunciada pelos trabalhadores.
O Sinfais também cobra concursos públicos. Seus representantes apontam falta de pessoal efetivo e criticam o preenchimento de funções por indicações políticas. Sem novas contratações, as tarefas recaem sobre os servidores que permanecem nos postos. A prefeitura foi procurada pelo Século Diário para comentar essas reivindicações e não respondeu até o fechamento da reportagem.
A assembleia poderá decidir como cobrar uma proposta concreta de reajuste e um plano de concursos. Os R$ 50 anunciados para o auxílio não encerram nenhuma dessas duas reivindicações.





