A Frente Anti-imperialista dos Estados Unidos realizou seu congresso de fundação e aprovou os documentos que orientarão suas campanhas. A organização divulgou um informe em 25 de outubro, posteriormente publicado pelo El Heraldo Rojo. Sua tarefa declarada é reunir militantes no próprio país que dirige intervenções, sanções e operações militares contra povos de outras regiões.
A fundação foi precedida por campanhas de solidariedade à resistência palestina e a movimentos da Índia. A frente também relata atuação contra a repressão do serviço federal de imigração, conhecido pela sigla ICE, em bairros operários norte-americanos. No congresso, seus integrantes examinaram esse trabalho, votaram um manifesto e discutiram resoluções para as próximas atividades.

O encontro enviou solidariedade a organizações e militantes atingidos por sanções do Departamento de Estado dos Estados Unidos em razão de sua atuação em defesa da Palestina. Washington procura isolar a resistência no exterior e intimidar, dentro de suas próprias fronteiras, quem a apoia. Para os organizadores da frente, combater essa repressão deve fazer parte da luta contra a política externa norte-americana.
As resoluções apontaram ainda um problema decisivo: como unir pessoas de diferentes movimentos sem retirar da luta seu caráter operário. Os participantes discutiram a necessidade de levar as campanhas aos locais de trabalho, às escolas e aos bairros.
Uma manifestação de solidariedade feita nos Estados Unidos não substitui a luta dos povos atacados por Washington. Pode, porém, atingir a política imperialista onde ela encontra recursos, apoio institucional e trabalhadores convocados a financiá-la. O alcance da frente dependerá de sua capacidade de organizar esses trabalhadores contra as ações de seu próprio governo.






