Duas crianças foram feridas nesta quarta-feira (28) em Al-Qubaytah, distrito da província de Lahj, no Iêmen. Segundo uma fonte local ouvida pela agência Saba, o projétil foi disparado por forças sauditas e atingiu casas de moradores. A informação descreve um ataque a residências, não um confronto restrito a posições militares.
O disparo em Lahj ocorreu enquanto outras regiões do país também sofriam ataques. No mesmo dia, o Ministério da Saúde de Saná informou que bombardeios sauditas contra um mercado e um posto de combustível em Al-Jawf haviam matado 13 pessoas e ferido outras 16, em balanço preliminar divulgado pelo texto de Al Mayadeen fornecido para esta pauta. São acontecimentos distintos: as duas crianças feridas em Lahj não integram o balanço de mortos e feridos de Al-Jawf.
Separar os episódios permite ver sua extensão. Um projétil alcançou moradias no sul; aviões atingiram locais frequentados por civis em outra província. Quem vive nessas áreas não tem como suspender o trabalho, abandonar a casa ou deixar de levar crianças à rua a cada nova movimentação militar.
A intervenção saudita no Iêmen começou em 2015, com apoio político e militar dos Estados Unidos. O DCO tem acompanhado os bombardeios e as respostas das forças iemenitas. A permanência da agressão prolonga a ameaça sobre cidades, mercados e povoados que já atravessaram anos de guerra.
As forças sauditas devem retirar-se do Iêmen e encerrar os ataques. Nenhuma disputa pela direção do país autoriza disparos contra casas ou bombardeios de lugares onde a população compra alimentos e combustível. Em Lahj, a consequência imediata foi o ferimento de duas crianças.





