O aumento da taxa universitária anual de 835 para 1.194 euros está entre os motivos que levaram estudantes belgas às ruas. A elevação atinge a maioria dos alunos sujeitos às regras da comunidade francófona. Em Liège, jovens protestam também contra salas superlotadas e a dificuldade para obter material de estudo. A mobilização alcançou Bruxelas.
Uma família terá de desembolsar mais 359 euros por ano para manter o estudante no ensino superior. Somada ao transporte, à moradia e à alimentação, a cobrança torna a universidade menos acessível aos trabalhadores. Cortar recursos da educação e elevar a taxa paga pelos alunos transfere às famílias o custo das decisões do governo.
Os protestos se desenvolveram ao lado de uma greve nacional contra a austeridade. Em 9/10, uma marcha reuniu cerca de 30 mil pessoas em Bruxelas, segundo o Heraldo Rojo. A polícia empregou gás lacrimogêneo e canhões de água durante confrontos. A cobertura dos atos em Liège registrou mais de cem detenções.
Estudantes belgas disseram estar em contato com jovens mobilizados na França, onde cortes e condições ruins nas escolas também provocaram manifestações. A troca entre os dois movimentos não apaga as exigências próprias de cada país. Na Bélgica, a taxa anual e o financiamento das escolas estão no centro da disputa.
O ensino público precisa receber mais verbas, e a cobrança que restringe o acesso dos estudantes deve acabar. Essa reivindicação já saiu das salas de aula e ocupa as ruas de Liège e Bruxelas.





