Moradores de mais de 60 bairros de Belo Horizonte podem ter o abastecimento de água interrompido nesta quinta-feira (22/10). A Copasa informou que realiza serviços de manutenção e prevê a normalização gradual durante a noite. Centro, Prado, Lagoinha, Carlos Prates, Buritis e Morro das Pedras estão entre as áreas citadas. A companhia afirma que imóveis com reservatórios adequados podem não ser afetados.
A manutenção anunciada explica a interrupção prevista para hoje. Não há informação que permita atribuir esse serviço específico à privatização da Copasa. O controle da rede, porém, já mudou de mãos: em junho, o governo de Minas Gerais concluiu a venda de ações correspondentes a 45% do capital da empresa. O Grupo Equatorial passou a deter 30%, enquanto o Estado ficou com participação de 5% e uma ação especial com poder de veto sobre certas decisões.
Uma família que fica sem água não pode escolher a tubulação de outra empresa. Depende das decisões de quem administra a rede, faz a manutenção e define os investimentos. Por isso, privatizar o abastecimento significa entregar a investidores privados um serviço sobre o qual toda a população deveria poder decidir.
O PCO defende a reestatização da Copasa, com controle público sobre tarifas, obras e manutenção. Aos moradores dos bairros afetados, a companhia deve informar a duração da interrupção e cumprir o prazo anunciado para a volta do serviço. Água precisa chegar às casas; dividendos não consertam torneiras secas.




