O centro do Rio de Janeiro receberá, neste fim de semana, três dias de apresentações gratuitas dedicadas ao samba. Xande de Pilares e o Samba do Trabalhador, comandado por Moacyr Luz, são as principais atrações da segunda edição do Próxima Parada Samba, que acontece no Palácio Gustavo Capanema, entre 9 e 11 de outubro.
Xande de Pilares se apresenta nesta sexta-feira (9), às 20 horas. Conhecido por sua passagem pelo Grupo Revelação e por sua carreira solo, o cantor integra uma programação que reúne artistas de diferentes gerações da música brasileira.
O evento começa às 12 horas, com uma sessão do documentário O Mistério do Samba, dirigido por Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda. O filme apresenta a história e a obra de integrantes da Velha Guarda da Portela, registrando a contribuição desses compositores para a música popular brasileira.
Também na sexta-feira, o grupo Juntos Com Certeza realizará apresentações às 19 horas e às 21h30, antes e depois do show de Xande de Pilares.
No sábado (10), o público poderá acompanhar outra sessão do documentário, às 14 horas. O Juntos Com Certeza tocará às 15 e às 19 horas, enquanto o projeto Parada da Madrinha reunirá instrumentistas e cantores em rodas de samba, com participações de Ana Costa e Marina Íris.
Às 17 horas, Luana Carvalho e Patrícia Palumbo conduzirão uma conversa musical com artistas convidados, dentro da programação Parada Vozes do Brasil.
O domingo (11) será dedicado principalmente ao Samba do Trabalhador. O grupo de Moacyr Luz realizará duas rodas, às 16 e às 18 horas, com apresentações do Juntos Com Certeza nos intervalos.
A programação inclui ainda atividades infantis. Às 14 horas, haverá uma contação de histórias baseada no livro É Pretinha, de Marina Íris e Manu da Cuíca, além de uma nova sessão de cinema.
Moacyr Luz defendeu o investimento em iniciativas culturais gratuitas. Para o compositor, oferecer música ao público sem cobrar ingresso tem uma importância comparável à realização de grandes obras urbanas. Ele também destacou o valor histórico do Palácio Capanema e o trabalho de Luana Carvalho na organização do festival.
O Samba do Trabalhador foi criado há 21 anos e tornou-se uma das rodas de samba conhecidas da capital fluminense. O projeto mantém a tradição dos encontros musicais populares, nos quais compositores, cantores e instrumentistas se apresentam diante de um público reunido em torno do repertório brasileiro.
A escolha do Palácio Gustavo Capanema também aproxima a programação musical de um edifício que possui importância na história da arquitetura e da cultura nacional. Localizado no centro da cidade, o espaço permite receber diferentes atividades artísticas durante os três dias.
O samba nasceu e se desenvolveu principalmente nos bairros populares, entre trabalhadores e negros que enfrentaram perseguição policial e discriminação social. A realização de espetáculos gratuitos permite ampliar o acesso do público a uma tradição musical que durante décadas foi preservada nas ruas, nos quintais e nas rodas comunitárias.
O festival acontece na Rua da Imprensa, nº 16, no Centro do Rio. Todas as atividades são gratuitas, com entrada sujeita à capacidade do local.




