A Operação Dilúvio de Al-Aqsa, lançada pelo Hamas e por outras organizações palestinas em 7 de outubro de 2023, recebeu o nome de um dos pontos mais importantes para o povo palestino.
A Mesquita de Al-Aqsa integra um complexo religioso de aproximadamente 35 acres localizado na Cidade Velha de Jerusalém Oriental. Para os muçulmanos, trata-se do terceiro lugar mais sagrado do Islã, depois de Meca e Medina. No mesmo complexo encontra-se o Domo da Rocha.
“Israel” ocupou Jerusalém Oriental durante a guerra de 1967. Desde então, o controle sobre Al-Aqsa tornou-se um dos pontos mais sensíveis da ocupação. A administração religiosa do local permanece com o Waqf islâmico ligado à Jordânia, enquanto as autoridades israelenses controlam os acessos e a área externa.
Organizações sionistas defendem há décadas a alteração do regime existente no complexo e a construção do chamado Terceiro Templo. Incursões de colonos e forças israelenses são ameaças diretas ao santuário.
Al-Aqsa já esteve no centro de grandes explosões da luta palestina. Em setembro de 2000, Ariel Sharon entrou no complexo acompanhado por um enorme aparato policial. A provocação antecedeu a Segunda Intifada.
Em 2021, novas ações policiais israelenses em Al-Aqsa, durante o Ramadã, precederam outra guerra entre “Israel” e as organizações da resistência em Gaza.
Quando o Hamas anunciou, em 7 de outubro de 2023, o Dilúvio de Al-Aqsa, seus dirigentes relacionaram a operação também às agressões ao complexo, além do bloqueio da Faixa de Gaza, da situação dos prisioneiros palestinos e da ocupação da Cisjordânia.


