Eleições 2026

De deputado a presidente, vote 29

Partido chega às urnas com candidatura presidencial, chapas estaduais, postulantes ao Senado e 'de candidatos proporcionais espalhados pelo País

Neste domingo, 4 de outubro, o Partido da Causa Operária (PCO) participa das eleições gerais de 2026 com Rui Costa Pimenta como candidato à Presidência da República, Antônio Carlos Silva como vice, candidaturas aos governos estaduais e ao Distrito Federal, postulantes ao Senado e listas para deputado federal, estadual e distrital.

As convenções do Partido aprovaram, em agosto, 156 candidaturas distribuídas por 17 estados e pelo Distrito Federal. As candidaturas foram lançadas sem coligações ou federações. A campanha apresenta as eleições principalmente como meio de divulgação do programa político do Partido. No material eleitoral nacional, aparecem propostas como reposição integral das perdas salariais e aumento emergencial de 50% dos salários, redução da jornada de trabalho, estatização do sistema financeiro, reversão das privatizações, manutenção da Petrobrás sob controle estatal, aumento das verbas para saúde e educação e mudanças no funcionamento do Judiciário.

A candidatura de Rui Costa Pimenta marca também a volta do PCO a uma disputa presidencial própria. Em 2018 e 2022, o Partido apoiou Lula; em sua conferência nacional de outubro de 2024, decidiu lançar Rui para 2026. Nascido em São Paulo em 1957, Rui atua politicamente desde o período da ditadura militar. Ele participou da reconstrução da UNE, da fundação do PT, integrou a direção regional da CUT na Grande São Paulo e, depois da expulsão da tendência Causa Operária do PT em 1992, participou da formação do PCO. Esta é sua quinta candidatura presidencial.

Seu vice, Antônio Carlos Silva, é professor da rede pública e dirigente sindical. Ele participa do movimento sindical há mais de quatro décadas, integra a Corrente Sindical Nacional Causa Operária e atua na APEOESP. A dupla foi anunciada ainda durante a preparação das convenções e confirmada pela convenção nacional de agosto.

A campanha presidencial procura ligar as candidaturas estaduais ao mesmo programa nacional. Em vez de programas estaduais completamente independentes, o programa apresenta uma série de reivindicações comuns e, em cada estado, destaca temas relacionados à trajetória do candidato ou às questões locais.

No Amapá, a chapa para o governo é encabeçada por Jairo Palheta, tendo Iraciely como vice. Jairo é uma liderança da luta pela terra e participa de ocupações de trabalhadores sem-terra e sem-teto no estado. Seu programa destaca assentamento de famílias acampadas, ocupação de terras improdutivas e oposição aos despejos. Para o Senado, o candidato é Hélio Silva, com Iris Silva e Jaziel Souza como suplentes. Filho de agricultores, Hélio concentra sua campanha em terra, moradia e salários. O estado também possui candidatos do PCO à Câmara e à Assembleia Legislativa.

Na Bahia, Maria Bona, tendo Zé Ricardo como vice, disputa o governo. Professora há quatro décadas, Bona concentra sua campanha principalmente na educação pública. O candidato ao Senado é Marcelo Millet, trabalhador que atualmente atua como motorista de aplicativo; sua chapa tem Silvano Alves e Maria do Carmo como suplentes. A campanha de Millet coloca no centro redução da jornada, reajuste salarial e mudanças na relação dos trabalhadores com o sistema bancário.

No Ceará, Ieri Braga concorre ao governo com Laerte Silva. Químico formado pela Universidade de Brasília e sindicalista dos trabalhadores técnico-administrativos da educação, Braga apresenta propostas relacionadas ao sistema financeiro, às taxas de juros e ao funcionalismo. Para o Senado, o Partido lançou Lino Alves, militante da Causa Operária desde a década de 1980, tendo Tiago Lima e Estevam como suplentes. O perfil de Lino destaca liberdade sindical, direito de greve, salários e mudanças no Judiciário.

No Distrito Federal, Expedito Mendonça disputa o governo ao lado de Valmir Barbosa. Dirigente nacional do PCO e ligado historicamente ao movimento de servidores públicos, Expedito concentra o programa em estabilidade, concursos públicos, salários e ampliação dos recursos destinados aos serviços públicos. O candidato ao Senado é David Horn, professor aposentado da rede pública do DF. Mauro Souza e Ricardo Machado são os suplentes. Horn apresenta como temas centrais o financiamento da educação, carreira docente e eleição direta para cargos de direção nas escolas.

Em Goiás, o candidato ao governo é Danilo da Silva, tendo Maria Joana como vice. Técnico nas áreas de eletricidade, eletrônica e telecomunicações, Danilo trabalhou também como porteiro.

No Maranhão, Dimas Cassemiro disputa o governo com Charlieth Viana. Professor e formado nas áreas de Matemática e Pedagogia, Cassemiro tem uma campanha centrada na educação. Seu perfil apresenta propostas de aumento dos recursos públicos para o setor, piso salarial nacional dos professores, redução da jornada docente e livre ingresso nas universidades.

O Mato Grosso do Sul reúne uma das chapas mais diretamente relacionadas à questão da terra. Daniel Lemes, professor e liderança guarani-caiouá de Amambai, concorre ao governo tendo Silvia Benites como vice. Lemes foi preso pela Polícia Militar em maio de 2025 depois de filmar uma abordagem contra jovens guarani-caiouá. Sua campanha defende a posse das terras reivindicadas pelas retomadas, autodemarcação e organização das comunidades.

Para o Senado no Mato Grosso do Sul, o candidato é Valderi Garcia, tendo Luciano Lemes e Thiago Assad como suplentes. Valderi nasceu na reserva de Dourados, trabalha na construção e no campo e já disputou a prefeitura de Dourados em 2024. A chapa estadual do PCO inclui ainda diversos candidatos de aldeias e retomadas para a Câmara e a Assembleia Legislativa, como Luiz Matchua, Ramão Popular Lama, Rosângela Benites, Josiel Machado, Géssica Machado e Silvana Castelão.

Em Minas Gerais, Henrique Áreas encabeça a chapa ao governo, tendo Estevão Silva como vice. Áreas é ex-trabalhador dos Correios e ex-dirigente da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios. O perfil da campanha destaca oposição à privatização dos Correios, Petrobrás e Caixa e defesa do direito de greve. Para o Senado, o candidato é Tião Pessoa, com Dalila Gomes e Fernando Lirio como suplentes. Programador e militante político desde os anos 1990, Tião apresenta propostas relacionadas às liberdades democráticas, telecomunicações e organização do Judiciário.

Na Paraíba, Camilo Duarte concorre ao governo com Marcos José. Sua trajetória política começou no movimento estudantil da Universidade Federal da Paraíba e passou pelo movimento dos trabalhadores dos Correios. O programa divulgado pelo Partido dá destaque ao passe livre, oposição às privatizações e livre ingresso nas universidades. Adriano Trajano, camponês de Campina Grande, é candidato ao Senado, tendo Antônio Carlos Pereira e Nara Souza como suplentes. Sua campanha concentra-se principalmente na questão agrária e nos direitos dos trabalhadores do campo.

No Paraná, Adriano Funileiro disputa o governo ao lado de Zé Carlos. Militante originário do movimento estudantil e integrante do Coletivo João Cândido, organização do PCO voltada à questão racial, ele concentra a candidatura nos direitos democráticos e educação. Marcelo Marcelino é o candidato ao Senado, com Zé Paulo e Alexandre como suplentes. Professor e pesquisador, formado em Economia, Ciências Sociais e Matemática, Marcelino concentra sua campanha em dívida pública, sistema financeiro e política tributária.

Em Pernambuco, Victor Assis concorre ao governo tendo Roberta Rita como vice. Jornalista e editor do Diário Causa Operária, Assis ingressou no Partido em 2016 e participou dos comitês de luta organizados no estado. Seu perfil de campanha coloca no centro a liberdade de expressão e a oposição à censura.

Mailson da Silva Neto é o candidato pernambucano ao Senado. Engenheiro eletricista, ex-vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco e ex-conselheiro do CREA, aparece na campanha ligado principalmente às questões de energia e privatizações. Estelita Medeiros e Gilberto Silva completam a chapa como suplentes.

No Piauí, a candidata ao governo é Lourdes Melo, professora e uma das militantes mais antigas do PCO, tendo Sr. Brasil como vice. Lourdes já participou de diversas eleições no estado e leva à campanha o programa nacional do Partido, incluindo mudanças no Judiciário, sistema financeiro, segurança pública e política externa. Para o Senado, o candidato é Cloves Santos, tendo Georgia Karynne e Grazi Alves como suplentes.

No Rio de Janeiro, Luan Monteiro disputa o governo com Caetano Albuquerque. Integrante da direção nacional do PCO e dirigente da Aliança da Juventude Revolucionária, Luan participou da campanha pela libertação de Lula, de mobilizações sindicais e das manifestações organizadas pelo Partido em apoio aos palestinos. Seu programa ressalta direito de greve, organização sindical e política internacional.

Luiz Eugênio, metalúrgico e ativista sindical de Volta Redonda, é candidato ao Senado. Seus suplentes são Negão da Feira e Guilherme Lima. O perfil divulgado pelo Partido relaciona sua candidatura às lutas dos trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional e às associações de moradores do Sul Fluminense.

No Rio Grande do Norte, Henrique Lyra concorre ao governo com André Gustavo. Engenheiro civil e militante do PCO desde a década passada, Lyra concentra seu programa na habitação, defendendo construção de moradias populares e medidas contra despejos.

No Rio Grande do Sul, César Pontes disputa o governo tendo Tiago Nilo como vice. Ele entrou para a atividade política durante as manifestações de 2013 e participou posteriormente das mobilizações contra o impeachment de Dilma Rousseff. O candidato ao Senado é Ric Jones, médico obstetra e ginecologista, tendo Domingos Alessandretti e Abrão Sprintzer como suplentes.

Em Roraima, José Clébio é candidato ao governo e José Gregório ocupa a vaga de vice. Trabalhador da Funai, Clébio apresenta uma plataforma relacionada à exploração mineral e à Amazônia.

Em Santa Catarina, a composição atual é encabeçada por Bruno Pedreiro do PCO, com Flávio Amaral como vice. Bruno é operário da construção civil e entrou no Partido em 2023. Sua campanha coloca a construção de moradias populares e a redução da jornada de trabalho entre os principais temas.

Caroline Sant Anna, a Carol, professora e militante do Coletivo Rosa Luxemburgo, concorre ao Senado, tendo Domingos e Gilberto Silveira como suplentes.

São Paulo possui a maior lista de candidatos proporcionais do Partido. Izadora Dias é candidata ao governo, tendo Nivaldo Orlandi como vice. Com 31 anos, estudante de Letras da USP e integrante do Comitê Central do PCO, Izadora também coordena o Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo. Já participou das campanhas nacionais do Partido e disputou uma vaga de deputada federal em 2022.

O professor Ednelson Cesaretti concorre ao Senado, tendo Carlão e André Amado como suplentes. Cesaretti atua no movimento sindical dos professores e funcionários públicos e concentra a campanha nas reformas trabalhista e previdenciária, terceirizações, salários e educação pública.

Abaixo das chapas majoritárias, o PCO apresenta candidatos a deputado em vários desses estados. São trabalhadores da construção, professores, servidores, estudantes, motoristas, dirigentes sindicais, integrantes de movimentos por terra e moradia e militantes partidários.

De Norte a Sul do País, de deputado a presidente, vote nos candidatos que começam com o número 29.

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