Amanda Ruane Lopes da Silva, de 32 anos, morreu após ser baleada por um policial militar na comunidade Aldeia do Índio, no bairro Jacintinho, em Maceió. A presença da Polícia Militar no local havia sido motivada por uma denúncia relacionada ao comércio de drogas.
A corporação afirma que o motorista da viatura teria sido cercado por pessoas e que Amanda, após uma discussão, tentou retirar a arma de um dos policiais. Testemunhas contestam a versão e afirmam que a mulher foi empurrada pelo agente antes do disparo.
A Polícia Militar de Alagoas informou que as circunstâncias da morte serão investigadas. Imagens e depoimentos deverão integrar a apuração.
Uma denúncia relacionada às drogas terminou com uma trabalhadora morta dentro de uma comunidade pobre. É esse o funcionamento cotidiano da guerra às drogas, política que transforma bairros operários em território de operações armadas e dá às polícias poderes extraordinários sobre seus moradores.
Décadas de repressão não acabaram com o comércio de entorpecentes. A proibição, ao contrário, mantém um gigantesco negócio clandestino e fornece a justificativa para invasões, prisões e mortes.
A legalização de todas as drogas é necessária para retirar esse comércio da clandestinidade e acabar com uma das principais justificativas utilizadas para a ocupação policial permanente dos bairros pobres.





