Donald Trump ameaçou ampliar os ataques norte-americanos contra petroleiros do Irã em meio à guerra travada pelos Estados Unidos contra o país.
“Já tiramos de operação cerca de nove dos petroleiros deles”, declarou. “Vocês verão muitos mais.”
O Comando Central dos Estados Unidos confirmou ter atingido oito embarcações iranianas em duas operações recentes: três em 5 de setembro e outras cinco nesta semana.
Os navios Kaviz, Charminar, Horizon 1 e Riesco foram atacados no golfo de Omã, enquanto o Derya foi atingido nas proximidades da ilha de Kharg, principal ponto de exportação de petróleo iraniano.
Marco Rubio deixou explícita a finalidade econômica da operação. O secretário de Estado afirmou que os Estados Unidos continuarão tentando “estrangulá-los economicamente”.
O Irã respondeu anunciando ataques contra dez embarcações nas proximidades do estreito de Ormuz, entre elas dois navios militares norte-americanos e oito petroleiros. O Pentágono negou que seus navios tenham sido atingidos.
A Guarda Revolucionária também advertiu tripulações nas proximidades de Barém e Cuvaite sobre a possibilidade de novas operações.
O confronto elevou o preço internacional do petróleo. O Brent voltou a superar US$100 por barril diante do risco de novas interrupções no transporte pela região.
Trump afirmou ainda acreditar que a guerra poderá terminar depois das eleições legislativas norte-americanas de 3 de novembro e disse que sua administração não procura negociações com Teerã neste momento.
Ao atacar diretamente os navios que transportam petróleo iraniano, os Estados Unidos procuram atingir uma das principais fontes de receita do país. A declaração de Rubio elimina qualquer dúvida sobre essa finalidade: além da ofensiva militar, o imperialismo procura sufocar economicamente o Irã.





