Uma força-tarefa retirou 479 trabalhadores de situações de escravidão em diferentes regiões do País durante o mês de agosto.
A Operação Resgate VI reuniu Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal, Defensoria Pública da União e Ministério do Trabalho e Emprego.
Entre os trabalhadores encontrados estavam 75 mulheres e 13 crianças e adolescentes. O levantamento oficial registra ainda dezenas de migrantes da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau.
O Sudeste concentrou 267 resgates, sendo 208 apenas em Minas Gerais.
A maior parte dos trabalhadores, 292, estava na zona rural. O cultivo de café concentrou 53 casos, seguido pelas plantações de cebola, com 47, de batata, com 44, e por outras lavouras temporárias.
Nas cidades foram encontrados 178 trabalhadores. A construção civil respondeu por 85 deles. Outros nove estavam empregados em residências.
Os empregadores foram obrigados a interromper as atividades denunciadas e a pagar verbas trabalhistas e rescisórias, que somaram aproximadamente R$1,4 milhão.
A escravidão não desapareceu com o desenvolvimento do capitalismo brasileiro. Ela continua sendo utilizada para extrair o máximo de trabalho com o menor custo possível, principalmente sobre trabalhadores pobres, migrantes e moradores das regiões rurais.





