A defesa aérea iraniana atingiu mais de 370 aeronaves utilizadas pelos Estados Unidos e Israel desde o início da atual guerra, segundo o general de brigada Mohamad Sadeqian, vice-chefe de Coordenação da Força de Defesa Aérea do Exército do Irã.
O comandante afirmou que as forças iranianas utilizaram a experiência acumulada na guerra de 12 dias, em 2025, para corrigir falhas e reorganizar seus sistemas defensivos.
Segundo Sadeqian, os ataques iniciais dos inimigos procuraram destruir radares e instalações de defesa aérea, mas não conseguiram impedir a reação iraniana.
Entre os aparelhos abatidos estão aeronaves norte-americanas MQ-9 Reaper.
O Irã já teria destruído mais de duas dezenas desses aparelhos desde o início da nova ofensiva. Cada unidade custa dezenas de milhões de dólares.
As perdas contradizem a expectativa de Washington e Telavive de realizar uma campanha praticamente sem resistência.
Estados Unidos e Israel possuem uma enorme superioridade tecnológica, mas enfrentam um país de mais de 90 milhões de habitantes que passou décadas desenvolvendo sistemas próprios de mísseis, aviões não tripulados e defesa aérea.
As sanções e ameaças impostas ao Irã obrigaram o país a ampliar sua capacidade militar independente.
Agora, essa preparação cobra um preço dos agressores.
A destruição de aeronaves inimigas aumenta o custo econômico e militar da ofensiva e reduz a possibilidade de o imperialismo atacar o território iraniano sem sofrer perdas.
Não há equivalência entre os dois lados do conflito.
Estados Unidos e Israel iniciaram a agressão contra o Irã. As forças iranianas estão defendendo seu próprio território.
Abater os aviões e aparelhos que participam dos ataques é, portanto, parte elementar da resistência do país à guerra imperialista.




