Um palestino de 33 anos foi morto pela polícia israelense próximo ao Portão de Damasco, em Jerusalém Oriental, nesta sexta-feira (4).
Israel afirmou que o homem teria tentado realizar um ataque com faca. Depois do episódio, as forças de ocupação cercaram a região da Cidade Velha e dificultaram a circulação dos palestinos.
Ao mesmo tempo, o Exército israelense intensificou suas operações na Cisjordânia.
Em Nablus e nas áreas próximas, mais de 10 palestinos foram presos durante uma operação que durou cerca de dois dias. Casas foram invadidas e moradores submetidos a interrogatórios.
No campo de refugiados Velho Askar, tropas impuseram restrições à circulação e realizaram buscas.
Nas proximidades de Ramalá, soldados bloquearam a entrada de Al-Mughayyir. Pouco antes, dois jovens palestinos, um deles de apenas 16 anos, haviam sido mortos em confronto com ocupantes israelenses.
Em outras localidades, colonos invadiram propriedades, colocaram rebanhos sobre plantações palestinas e causaram danos às terras.
Os ataques não constituem episódios isolados.
Somente em agosto, centenas de agressões foram registradas contra palestinos, propriedades e plantações. Milhares de árvores foram destruídas, principalmente oliveiras.
A destruição das terras agrícolas faz parte da política de expulsão.
Israel procura tornar impossível a permanência dos palestinos em suas casas, ao mesmo tempo em que amplia as colônias e utiliza o Exército para proteger os ocupantes.
Enquanto Gaza é destruída, a limpeza étnica avança também na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.




