As forças israelenses voltaram a atacar a Síria nesta quinta-feira (3). Quatro projéteis de artilharia foram disparados contra os arredores da colina de Bat al-Warda, nas proximidades de Beit Jinn, na zona rural a oeste de Damasco.
Até a divulgação das primeiras informações, não havia registro de mortos, feridos ou prejuízos materiais.
A região já havia sido alvo de outro ataque israelense no sábado anterior. Os bombardeios ocorrem ao mesmo tempo em que o governo sírio mantém negociações de segurança com “Israel”, intermediadas pelos Estados Unidos.
As conversações não impediram a continuidade das agressões militares. Nas províncias de Quneitra e Daraa, tropas israelenses vêm realizando incursões frequentes, instalando posições militares, promovendo buscas e detenções e avançando dentro do território sírio.
“Israel” ocupa a maior parte das Colinas de Golã desde 1967. Após a queda do governo de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, as forças israelenses avançaram também sobre a zona desmilitarizada estabelecida pelo acordo de separação de forças de 1974 e tomaram novas posições, inclusive no lado sírio do Monte Hermon.
O governo de Ahmad al-Sharaa procura chegar a um acordo de segurança com Telavive, embora afirme manter a reivindicação síria sobre as Colinas de Golã.
Enquanto as negociações prosseguem, porém, “Israel” continua impondo pela força uma nova situação no terreno. O Exército sionista não espera qualquer entendimento para atacar, ocupar posições ou realizar incursões dentro de outro país.
Os Estados Unidos aparecem nessas negociações como mediadores, apesar de serem o principal sustentáculo militar e político de “Israel”. A sequência de ataques mostra o significado dessa “mediação”: nenhuma pressão efetiva é exercida para obrigar Telavive a abandonar o território ocupado ou interromper suas agressões.
O bombardeio desta quinta-feira soma-se, assim, à ofensiva israelense contra a soberania síria. Mesmo sem vítimas registradas imediatamente, trata-se de mais uma ação militar realizada por uma potência ocupante contra o território de um país vizinho.





