Militares israelenses invadiram nesta terça-feira (25) o Centro de Operações de Qalandiya, utilizado pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), em Jerusalém Oriental.
Os soldados expulsaram os funcionários e determinaram que não retornassem ao prédio.
A operação ocorreu em Kafr Aqab, território palestino ocupado por “Israel”.
Antes da invasão, forças israelenses fecharam um posto de controle e mobilizaram tropas pelas áreas próximas.
O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, esteve no local e comemorou a ação, afirmando que a UNRWA não deveria funcionar em Jerusalém nem no Estado sionista.
Centro atendia milhares de palestinos
A instalação prestava atendimento a aproximadamente 16 mil refugiados palestinos.
A UNRWA mantém serviços de saúde, educação e assistência social para uma população que vive há décadas sob ocupação, expulsões e ataques israelenses.
Por isso, a agência se tornou um dos alvos do governo de Benjamin Netaniahu.
Em 2024, o Parlamento israelense aprovou medidas para impedir sua atuação nos territórios que o Estado sionista considera submetidos à sua soberania.
O governo alega que a propriedade utilizada em Qalandiya pertence ao Fundo Nacional Judaico e pretende destiná-la a outras atividades.
A alegação ignora o fato fundamental de que Jerusalém Oriental é território ocupado.
“Israel” procura utilizar as próprias leis para decidir o destino de uma área palestina e expulsar uma organização internacional responsável justamente pelo atendimento dos refugiados produzidos pela ocupação.
A ofensiva contra a UNRWA acompanha a política de expulsão dos palestinos de suas terras. Ao atacar a estrutura que fornece escolas, atendimento médico e assistência aos refugiados, o governo sionista atinge diretamente as condições de sobrevivência da população palestina.




