O Palacete Imperial, edifício histórico do centro do Rio de Janeiro, permanece abandonado quase duas décadas depois de ser interditado por problemas estruturais.
Construído em 1862, o imóvel fica na esquina da Praça da República com a Rua Visconde do Rio Branco.
A Defesa Civil interditou o prédio em 2008. Desde então, projetos de recuperação foram anunciados, mas nenhum conseguiu devolver o edifício ao uso público.
O imóvel pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1978 e já abrigou a Escola de Comunicação e o Instituto de Eletrotécnica.
Em 2012, passou à responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que pretendia instalar no local o Centro Nacional de Arqueologia.
O projeto não avançou.
O Iphan realizou intervenções emergenciais e posteriormente pediu o encerramento do acordo que lhe atribuía responsabilidade pelo imóvel.
Órgãos municipais fizeram diversas inspeções e notificações ao longo dos anos por causa das condições da estrutura.
O palacete, porém, continua fechado e se deteriorando.
O edifício está numa das regiões de maior importância histórica do Rio de Janeiro, cercado por construções e espaços relacionados a acontecimentos centrais da história política brasileira.
Depois de quase 20 anos de interdição, o que não faltaram foram projetos, vistorias e discussões administrativas. Faltaram as obras necessárias para recuperar o prédio.




