Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos lançaram um covarde ataque militar contra a República Islâmica do Irã na expectativa de alcançar uma vitória rápida e fulminante. No entanto, à medida que avançou o conflito, o exército norte-americano não somente não atingiu seu objetivo, como vem sofrendo importantes baixas e perdas de equipamentos militares.
Instalações fora de combate
Uma reportagem do Wall Street Journal constatou que, desde o início da guerra, o Irã levou a cabo mais de 2 mil ataques aéreos, com mísseis e drones, em toda a região da Ásia Ocidental.
Como consequência desses ataques, pelo menos 20 instalações utilizadas pelas forças militares estadunidenses em oito países foram atingidas e seriamente danificadas, e as perdas dos EUA chegaram a 13 bilhões de dólares.
Além de não ter alcançado seus objetivos militares, os EUA se viram também diante de outro desafio mais grave: o bloqueio do Estreito de Ormuz, que o regime iraniano afirma que não reabrirá até que se cumpram suas condições e demandas.
O Wall Street Journal assinalou que as baixas e os danos sofridos pelos EUA durante a guerra colocaram fora de combate 42 aeronaves militares estacionadas nas bases aéreas. Analistas militares destacaram que as Forças Armadas estadunidenses dependem de uma rede mundial de bases, aeródromos, instalações navais e centros logísticos para projetar seu poder no exterior e que as mesmas se encontram danificadas, sem capacidade de operação.
Em uma recente entrevista, Mark Esper, ex-secretário de Guerra da primeira administração Trump, declarou que as novas condições reivindicadas pelo Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e restabelecer o tráfego marítimo demonstram que os iranianos ganharam confiança em suas posições nas negociações e na capacidade de pressão pelo controle do estreito. “As novas condições demonstram que o Irã está ainda mais audacioso em suas posições políticas e militares”, declarou.
Um novo atoleiro
Ao atacar, junto com “Israel”, o Irã, os EUA se envolveram em um enorme atoleiro, pois a decidida e firme reação iraniana inviabilizou por completo os planos do imperialismo.
A crise é tamanha que, na semana passada, foram divulgadas informações de que sete marinheiros dos EUA morreram a bordo do porta-aviões Abraham Lincoln e vários ficaram feridos em um violento confronto interno, depois de ficarem no mar por mais de sete meses.
O Irã, para além de sua capacidade militar, contou com outra arma poderosa: as gigantescas mobilizações populares de rua em apoio ao regime popular instalado no país com a revolução de fevereiro de 1979.





