A campanha eleitoral de 2026 começa oficialmente neste domingo (16). A partir de amanhã, a militância do Partido da Causa Operária (PCO) dará início à campanha nas ruas, levando aos trabalhadores as candidaturas e o programa político apresentado pelo Partido para as eleições deste ano.
A mobilização eleitoral do PCO vem sendo preparada desde o último dia 8, quando o Partido realizou, na Casa de Portugal, em São Paulo, o lançamento nacional de suas candidaturas. No ato, foi apresentada a chapa presidencial formada por Rui Costa Pimenta e Antônio Carlos Silva, além dos candidatos aos governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.
Neste sábado (15), véspera da abertura oficial da campanha, o Partido realiza novos atos de lançamento de candidaturas em diferentes estados. No Rio de Janeiro, Rui Costa Pimenta participa de atividades na Rua da Lapa, n.º 86. Às 13 horas, será realizada presencialmente a Análise Política da Semana e, às 16 horas, ocorrerá o lançamento das candidaturas do PCO no estado, sob a palavra de ordem “Não vão nos calar”.
A palavra de ordem está diretamente relacionada à perseguição política sofrida pelo Partido às vésperas das eleições. Poucos dias depois do lançamento da candidatura presidencial de Rui Costa Pimenta, a Polícia Federal realizou uma operação contra o PCO, episódio denunciado pelo Partido como mais uma tentativa de intimidação e interferência em sua atividade política.
Também neste sábado, o PCO realiza lançamentos no Paraná e em Santa Catarina. Em São Paulo, às 18 horas, o Centro Cultural Benjamin Péret recebe Izadora Dias, candidata ao governo paulista, Simone Souza, candidata a deputada federal, e Stefania Robustelli, candidata a deputada estadual, para um debate sobre o programa das mulheres do PCO.
Com a abertura oficial da campanha neste domingo, começa uma nova etapa da mobilização. A campanha do PCO será realizada principalmente pela ação direta de sua militância, com distribuição de panfletos e jornais, bancas, atos, comícios e atividades nos bairros operários, universidades, centros comerciais e locais de grande circulação.
No lançamento nacional, o Partido apresentou como palavras de ordem “Salário, trabalho e terra” e “Revolução, governo operário e comunismo”. A eleição será utilizada para defender um programa próprio dos trabalhadores e denunciar a política dos grandes capitalistas, dos banqueiros, do imperialismo e dos partidos que representam esses interesses.
Enquanto os partidos do regime recebem grandes somas do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral e contam com amplo espaço nas emissoras de televisão, nos debates e na grande imprensa, o PCO é sistematicamente excluído desses meios. Sem acesso aos bilhões distribuídos pelo Estado para financiar as campanhas e impedido até mesmo de participar dos debates eleitorais, o Partido depende fundamentalmente da mobilização de sua militância para romper o bloqueio e levar diretamente aos trabalhadores seu programa e suas candidaturas.




