Cerca de 700 mil metalúrgicos do estado de São Paulo iniciaram a Campanha Salarial de 2026. Representantes de 54 sindicatos reuniram-se nesta terça-feira (11), na sede da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo, para aprovar as reivindicações que serão apresentadas aos patrões.
A categoria tem data-base em 1º de novembro. Entre as principais reivindicações estão reposição integral das perdas salariais e aumento real, isto é, reajuste acima da inflação.
Os metalúrgicos reivindicam também elevação dos pisos salariais, valorização da participação nos lucros e resultados, redução da jornada, fim da escala 6×1, licença-maternidade de 180 dias, vale-alimentação e melhores condições de saúde e segurança.
Os patrões já procuram utilizar a situação econômica para bloquear as reivindicações. Segundo dirigentes sindicais, as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros deverão ser apresentadas pelas empresas como justificativa para limitar os reajustes.
Ao mesmo tempo, o governo Lula anunciou bilhões de reais em auxílio às empresas atingidas pelas medidas norte-americanas. Quando se trata dos capitalistas, aparece rapidamente dinheiro público; quando os trabalhadores reivindicam aumento de salário, surgem imediatamente os argumentos sobre dificuldades econômicas.
A campanha entra agora na fase de mobilização nas fábricas. Os sindicatos deverão realizar assembleias até 18 de setembro. A entrega das reivindicações à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo está prevista para 22 de setembro, na Avenida Paulista.





