A direção iraniana iniciou uma reorganização de postos superiores de seu aparelho militar depois de meses de guerra contra os Estados Unidos e “Israel”. O líder supremo Mojtaba Khamenei nomeou novos comandantes para setores das Forças Armadas, da Guarda Revolucionária Islâmica, da Marinha da Guarda e do Basij.
A necessidade de recompor o comando foi criada pelos próprios ataques norte-americanos e israelenses. Desde o início da guerra, bombardeios procuraram eliminar dirigentes políticos e militares iranianos, incluindo o antigo líder supremo Ali Khamenei e integrantes do alto comando.
Washington e Telavive, porém, não conseguiram destruir a estrutura política iraniana nem impedir a continuidade dos ataques. Mesmo depois das perdas sofridas pela direção militar, a Guarda Revolucionária manteve os lançamentos de mísseis e drones e continuou substituindo os comandantes mortos.
Foi nesse sentido que dirigentes do PCO caracterizaram o resultado do enfrentamento como uma vitória iraniana contra o imperialismo. Durante o lançamento das candidaturas do partido, Antônio Carlos Silva destacou que o PCO havia sido o único partido brasileiro a realizar um ato em defesa do Irã:
“Nós fomos o único partido que fez um ato no Brasil em defesa do Irã e da luta revolucionária do povo do Irã contra os Estados Unidos. Nós somos sócios dos companheiros iranianos na vitória contra os Estados Unidos.”
A reorganização ocorre ao mesmo tempo em que Mohsen Rezaei, antigo comandante da Guarda Revolucionária durante a guerra Irã-Iraque, foi nomeado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional.




