A denúncia do programa do PCO contra o Senado Federal parte de um fato simples: o regime político brasileiro é controlado pelos grandes patrões e não tem nada de democrático. O sistema foi organizado para travar a luta da classe trabalhadora. Por isso, a luta pelo fim do Senado e pelo encerramento do sistema bicameral é uma medida urgente para rasgar essa camisa de força e democratizar o País.
O Senado é um filtro, nada mais do que um covil de oligarquias e um grande obstáculo contra qualquer avanço social. Senador não representa o povo de verdade; representa o Estado dos patrões e os tubarões da economia, servindo para barrar leis que interessam à maioria.
O grande capital domina o Senado por três vias: bancadas empresariais, como a Frente Parlamentar do Agronegócio e Comércio, votando em bloco por interesses privados; senadores-patrões (fazendeiros, banqueiros e industriais), que legislam em causa própria; e o lobby direto de entidades como CNA, CNI e Febraban, que mantêm escritórios no poder para ditar o rumo das leis.
Para piorar, a conta não fecha. Enquanto a Câmara tem 513 deputados (o que é pouco), o Senado tem apenas 81 membros. Esse grupo minúsculo é muito mais fácil de ser comprado, chantageado e controlado pelos banqueiros. É um absurdo antidemocrático que 81 pessoas tenham o poder de vetar o que foi decidido por mais de 500 representantes!
É necessária uma reforma política com a extinção do Senado e a adoção de um modelo unicameral, deixando o Poder Legislativo somente na Câmara dos Deputados.
É necessário também aumentar o número de deputados para diluir o peso do dinheiro nas decisões e nas eleições. Lançar candidaturas ao Senado não significa aceitar essa instituição, mas, sim, usar a campanha para denunciar essa farsa e defender a sua extinção total, organizando um sistema com mais representatividade popular.




