Na madrugada desta sexta-feira (31), o Exército do Irã lançou drones contra alvos militares dos Estados Unidos no Kuwait, em represália aos bombardeios que voltaram a atingir o território iraniano. O alvo foi a base aérea Ahmad al-Jaber, apontada por Teerã como um dos principais centros de apoio, vigilância e logística das forças norte-americanas na região. O ataque integrou a 27ª fase da operação batizada de Sa’eqeh (Relâmpago) e, segundo os iranianos, alcançou abrigos de aviões, sistemas de comunicação por satélite e depósitos de equipamentos.
A ofensiva foi apresentada como resposta a mais um massacre de civis. Na véspera, um ataque dos Estados Unidos destruiu uma casa na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, e matou uma família inteira: pai, mãe e uma criança de dois anos. Retomados após uma pausa, os bombardeios norte-americanos atingiram ainda as províncias de Bushehr, Fars, Khuzestan e Hormozgan e a ilha de Kish. Em outra ação, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído três caças F-35 dos Estados Unidos numa base na Jordânia.
Washington e o governo do Kuwait não confirmaram o ataque à base. O Irã, por sua vez, denunciou o bombardeio de Qeshm como uma violação flagrante dos princípios humanitários e mais um crime de guerra do inimigo.
A guerra é, do começo ao fim, uma agressão imperialista. São os Estados Unidos e Israel que atacam o Irã, bombardeiam suas cidades, matam civis e arrastam toda a região à beira de um conflito ainda maior. O Irã apenas exerce o direito de se defender e de responder ao agressor. Diante disso, os trabalhadores e os povos oprimidos ficam ao lado do Irã e recusam a propaganda de guerra de Washington. Cada golpe contra as bases militares norte-americanas no Oriente Médio atinge a potência que há décadas saqueia e ensanguenta a região.




