O ministro da Guerra de ‘Israel’, Israel Katz, declarou que os Estados Unidos estariam impedindo o regime sionista de aprofundar a guerra contra o Irã, barrando ataques às instalações de energia iranianas. Em entrevista à imprensa israelense, no dia 28 de julho, Katz afirmou que Tel-Aviv “quer muito” atingir os alvos energéticos do Irã, mas que Washington não autoriza, por temer que a retaliação iraniana atinja países vizinhos e desencadeie uma crise mundial do petróleo.
A fala expõe a fúria belicista do sionismo. Katz chegou a dizer que ‘Israel’ está pronto para “atrasar o Irã em 40 anos”, numa demonstração de que o regime deseja levar a destruição às últimas consequências. As declarações coincidiram com uma visita do primeiro-ministro Benjamin Netaniahu a Washington, onde ele deveria tratar da questão iraniana diretamente com o governo norte-americano.
O episódio vem na esteira da suspensão de uma ofensiva de duas semanas de bombardeios norte-americanos contra o Irã. Segundo relatos, os ataques foram interrompidos depois que assessores militares avaliaram sua “eficácia limitada” — reconhecimento implícito de que a campanha imperialista não atingiu seus objetivos e cobrou um preço alto. Teerã, por sua vez, respondeu com golpes contra bases dos Estados Unidos na região e advertiu que destruirá a infraestrutura militar norte-americana no Oriente Médio caso suas usinas e pontes sejam atacadas.
O que esse jogo revela não é moderação, mas cálculo imperialista. Se Washington segura a mão de Tel-Aviv, não é por apreço à paz, e sim para proteger o fluxo do petróleo e evitar um choque que abalaria a economia mundial e o próprio imperialismo. ‘Israel’, na condição de cão de guarda avançado, pressiona por mais guerra; os Estados Unidos medem até onde essa guerra lhes convém.
Entre a sanha do sionismo e o cálculo do imperialismo, quem paga a conta são os povos da região. A defesa da soberania do Irã e o repúdio à agressão de ‘Israel’ e dos Estados Unidos são tarefas de todos os que se colocam contra a guerra imperialista e ao lado dos oprimidos.





