Copa do Mundo 2026

O jornalismo ‘ético’ que quer destruir o futebol brasileiro

Jornalista do UOL fala em torcida “ética” para a Argentina, quando houve um tremendo esquema de corrupção para favorecer o time

Leandro Paredes

Milly Lacombe, a identitária do UOL, publicou no sábado (14), um artigo intitulado “Uma defesa ética da minha torcida pela Argentina”. O problema é que, após tantas fraudes e favorecimentos, não existe ética no mundo que pudesse fazer alguém torcer pela Argentia. Exceto os próprios argentinos, claro.

O início do texto é o já esperado indentiarismo que diz o seguinte: “É certo que dentro da seleção argentina temos jogadores que apoiam o fascismo de Trump e Milei, assim como dentro da seleção brasileira existem muitos bolsonaristas, mas temos outros que estão ao lado dos interesses da população e ousam abrir faixas em campo apontando para o colonialismo europeu, que segue sendo praticado.”

Para alguns falsos esquerdistas da grande impresa e também para a esquerda em geral, Neymar é odiado porque um dia declarou apoio a Jair Bolsonaro, mas quando se trata de seleção do país vizinho, começa o desfile de desculpas.

Essa gente que o tempo todo malhou a Seleção Brasileira vem agora fazer uma “defesa ética” de sua torcida pela Argentina, que nada mais é que um disfarce para seu ódio e desprezo contra o Brasil.

Fraudes

O time argetino foi amplamente favorecido na Copa, todo mundo sabe, viu, e por isso as redes sociais estão repletas de vídeos mostrando os absurdos, bem como os milhões de comentários demonstram a insatisfação do público, pois ficou claro que existem interesses econômicos interferindo e prejudicando o esporte.

A seleção argentina jogou todos os jogos, exceto a final, em estádios climatizados. Messi, que até outro dia era chamado de “o melhor da história”, não consegui fazer absolutamente nada na final. Antes disso, porém, já no primeiro jogo, na estreia contra a Argelia, aos 30 minutos do 1º tempo, Messi dividiu uma jogada, errou o passe e pisou com as travas da chuteira na panturrilha do defensor argelino Aissa Mandi.O árbitro polonês Szymon Marciniak mandou o jogo seguir e não aplicou nenhum cartão (nem amarelo, nem vermelho), e o VAR também não recomendou a expulsão.

Na semifinal contra a Suíça, junto à torcida. Pela regra, deveria ter recebido cartão amarelo, como aconteceu com outros jogadores; por exemplo a selelção de Cabo Verde. Se o árbitro tivesse observado a regra, Martinez não jogaria a final.

Enquanto a senhora Lacombe fala em defesa ética, o time argentino distribuiu pancada a Copa inteira, foi desleal. Após a derrota contra a Espanha, Leandro Paredes agrediu um jogador espanhol. Onde está a ética?

Caiu o mito de que jogador argentino tem raça, o time simplesmente não chutou a gol. O árbitro até que tentou levar o jogo para o pênaltis, anulou dois gols da Espanha, mas os argentinos não ajudaram.

É certo que todo time pode jogar mal, mas o fraco time da Espanha, um pouco mais disciplinado, simplesmente anulou a Argentina. Como um time considerado de qualidade apresenta um futebol daqueles. A conta não fecha.

Messi

Lacombe escreve que “podemos e devemos criticar o acovardamento de Messi diante dos casos de racismo mostrados nas imagens de TV e promovidos por parte da torcida argentina que lá está – uma gente bastante rica e oligárquica. Tenho feito isso enquanto torço para que Messi se agigante e comece a usar a sua voz de forma mais forte contra Trump e Milei.”

A jornalista não seria tão condescente se estivesse falando de algum jogador brasileiro. Mas torce para que o argentino “se agigante”, coisa que não faz por Neymar. O agigantamento de Messi é um esquema comercial. É claro que se trata de um bom jogador, mas nem de longe é aquilo que a máquina de proganda quer que as pessoas comprem.

Messi jogou no mesmo período com Ronaldinho Gaúcho no Barcelona e o brasileiro é bem melhor. Existem inúmeros jogadores brasileiros superiores a Messi, mas são tratados de maneira secundária, pois estão fora dos interesses do grande capital.

Como um jogador que mal pegou na bola de uma final pode ser comparado a Pelé?

E é sempre um argentio na jogada. Uma hora é o Di Stéfano, outra o Maradona e agora

Messi, todos seriam “melhores” que Pelé, o atleta do século.

Milly Lacombe joga lama em Neymar, mas sobre a covardia de Messi, diz que “as pessoas se transformam e o camisa 10 tem a chance de se inspirar em Maradona para fazer valer ainda mais a sua fama, o seu talento, a sua divina capacidade de existir dentro de um campo de futebol.”

“Divina capacidade…”, é muita sabujice, mesmo para os padrões da grande imprensa brasileira, que não vale nada.

Nada de ética

Lacombe torceu para a Argentina porque esse é o esquema que a Fifa montou. O futebol argentino tem sido utilizado para atacar o futebol brasileiro, curiosamente um time secundário, pois na sua frente estariam ainda a Alemanha e a Itália, todas as duas são tetra-campeãs e as que mais se aproximam, pelo menos em quantidade Copas, ao Brasil.

Lembrando que a Copa de 1978 foi uma das maiores fraudes de todos os tempos. Em 1986 teve o gol de mão e no Catar um festival de pênaltis em favor da Argentina.

Torcer para esse time é participar, é ser sócio do esquema da Fifa, é sócio do sionismo e dos interesses do grande capital.

A Fifa precisa diminuir o futebol brasileiro para que as pessoas se interessem pelo futebol europeu, pois é na Europa que está o dinheiro.

Enaltecem o futebol argentino porque ele não ameaça o futebol europeu, diferentemente do brasileiro, por isso a máquina econômica e de propaganda do imperialismo dá visibilidade para a Argentina.

Embora a jornalista utilize o identitarismo em sua matéria e esboce críticas a Trump e Netaniahu, seu jornalismo é parte dessa máquina que está empenhada em destruir o futebol brasileiro, um esquema impeialista que, no final das contas é contra o próprio futebol.

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