O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, reconheceu que integrantes do governo de “Israel” atuaram para sabotar as negociações destinadas a encerrar a guerra contra o Irã.
Em entrevista ao apresentador Joe Rogan, divulgada na quarta-feira (15), Vance afirmou que membros do governo sionista procuraram modificar a opinião pública norte-americana e pressionar a Casa Branca contra o acordo negociado com o governo iraniano.
“Sei, sem qualquer sombra de dúvida, que havia pessoas dentro do governo israelense tentando nos afastar dessa política porque queriam continuar a campanha militar”, declarou.
Segundo Vance, uma operação financiada por interesses ligados a “Israel” trabalhou diretamente para impedir o entendimento alcançado entre os Estados Unidos e o Irã no mês anterior.
“Há literalmente uma campanha de influência estrangeira sendo financiada para destruir o próprio acordo que eu estava negociando”, afirmou o vice-presidente.
Vance declarou que a operação foi discreta e recebeu grandes quantidades de dinheiro. Seu objetivo era atacar as negociações, manter a guerra e convencer o público norte-americano de que um acordo com o Irã representaria uma ameaça aos Estados Unidos.
“Há pessoas dentro do sistema deles que estão manipulando e tentando alterar a opinião pública norte-americana para manter a guerra indefinidamente”, disse.
A declaração constitui uma denúncia excepcional vinda de um alto funcionário norte-americano. Vance reconheceu que o governo sionista não apenas pressionou os Estados Unidos nos bastidores, mas organizou uma campanha contra a política oficialmente estabelecida pelo governo de Donald Trump.
Segundo a revista Time, um antigo dirigente da campanha eleitoral de Trump foi contratado, em nome de “Israel”, para organizar uma ação digital destinada a influenciar a população norte-americana sobre a guerra contra o Irã.
Vance também afirmou que foi pessoalmente atacado por defender as negociações.
“As pessoas estão me atacando violentamente por tentar cumprir o objetivo de negociação estabelecido pelo presidente para o país”, declarou.
Embora tenha procurado minimizar a interferência sionista, afirmando que aliados e adversários sempre tentam influenciar os Estados Unidos, o vice-presidente reconheceu que a operação passou a interferir diretamente nas decisões políticas do governo.
“O que me incomoda é quando essas operações afetam o julgamento político norte-americano”, disse.
Ao ser perguntado se os Estados Unidos teriam entrado na guerra recente contra o Irã sem a pressão de “Israel”, Vance respondeu de maneira direta: “Sim, acredito que não teríamos entrado”.
A declaração confirma que a agressão norte-americana não resultou de uma ameaça iraniana aos Estados Unidos, mas da política do governo sionista de arrastar o imperialismo para uma nova guerra no Oriente Médio.
O acordo provisório firmado no mês anterior deveria encerrar os combates. A intensificação dos ataques norte-americanos e sionistas, porém, destruiu o entendimento e levou o Irã a retomar suas operações militares contra as bases dos Estados Unidos na região.
O próprio Vance já havia advertido, em junho, que Donald Trump era o principal aliado de “Israel” e que o governo sionista dependia de bilhões de dólares em armas e apoio financeiro norte-americano.
A denúncia do vice-presidente mostra que, mesmo com essa dependência, o governo sionista procurou interferir na política interna dos Estados Unidos para impedir o fim da guerra e preservar sua campanha contra o Irã.




