O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou bombardear usinas de energia, pontes e outras instalações civis do Irã caso o governo iraniano não aceite retomar as negociações sob as condições impostas pelos norte-americanos.
Em entrevista concedida à emissora Fox News, Trump afirmou que o Irã “não tem escolha” senão chegar a um acordo com os Estados Unidos. As declarações foram feitas enquanto as forças norte-americanas realizam ataques sucessivos contra o território iraniano.
“É melhor fazerem um acordo. Não vai sobrar ninguém”, ameaçou Trump. O presidente norte-americano afirmou que os bombardeios continuarão até que ele próprio considere suficiente a destruição causada no país.
“Vamos atacá-los com muita força esta noite. Vamos atacá-los com muita força amanhã à noite. Vamos atacá-los com muita força na noite seguinte. Na próxima semana, serão as usinas de energia. Na próxima semana, serão as pontes. Vamos destruir todas as usinas de energia. Vamos destruir todas as pontes, a menos que eles se sentem à mesa e negociem”, declarou.
Embora tenha alegado que as forças norte-americanas estão sendo “muito cuidadosas” com a população civil, Trump anunciou diretamente a intenção de atingir instalações indispensáveis ao abastecimento de energia e à circulação de pessoas e mercadorias no Irã.
Os Estados Unidos já atacaram pontes, ferrovias, portos, cidades e instalações industriais iranianas durante as diferentes fases da agressão militar contra o país.
Entre os locais atingidos anteriormente estão a ponte B1, em Caraje; as pontes ferroviárias de Aq Tekeh Khan e Ada Kuala; a ferrovia de Mexede; além de portos e centros industriais.
Nesta quarta-feira (15), a emissora libanesa Al Mayadeen informou que um novo ataque norte-americano atingiu uma fábrica de água mineral na província iraniana de Ilam.
As ameaças de Trump indicam que o governo norte-americano pretende ampliar os bombardeios contra a infraestrutura civil como forma de pressionar o Irã a aceitar um acordo. Os ataques contra usinas elétricas e pontes atingem diretamente a população e constituem violações das leis internacionais de guerra.
Os combates também prosseguiram em diferentes países do golfo Pérsico. Explosões foram registradas no Kuwait depois que um míssil balístico atingiu uma instalação militar, provocando um incêndio. Seis equipes de bombeiros foram mobilizadas para controlar as chamas.
Imagens divulgadas posteriormente mostraram um ataque iraniano com drones contra o mesmo local.
Também foram registrados ataques com mísseis contra bases utilizadas pelos Estados Unidos na Jordânia. Os sistemas de defesa antiaérea instalados no país foram acionados durante as operações.
Na província iraniana de Hormozgã, autoridades informaram que as explosões ouvidas em Bandar Abbas, nas regiões costeiras e nas ilhas do golfo estavam relacionadas aos combates no Estreito de Ormuz.
O confronto foi retomado depois que os Estados Unidos romperam o cessar-fogo estabelecido em junho e iniciaram novas operações militares para tentar retirar do Irã o controle sobre o Estreito de Ormuz.
Na terça-feira (14), uma grande cerimônia em homenagem ao Líder da Revolução Islâmica, aiatolá Saied Ali Khamenei, foi realizada no Grande Salão de Orações, em Teerã.
O ato foi convocado pelo atual Líder da Revolução Islâmica, aiatolá Saied Mojtaba Hosseini Khamenei, e reuniu familiares, autoridades iranianas e uma grande quantidade de pessoas.
O aiatolá Ali Khamenei foi assassinado durante a agressão dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã. A cerimônia em Teerã integrou as homenagens realizadas no país após seu funeral.



