Um artigo publicado pela Russian Today, RT, mostra como o governo francês está trabalhando para montar um amplo sistema de vigilância sobre seus cidadãos. Segundo o articulista Matthieu Buge, a França tem inovado métodos já utilizados pela União Europeia para censurar e combater campanhas de desinformação estrangeiras supostamente orquestradas pela Rússia.
De acordo com Buge, já em 2015, logo após o golpe de Maidan em Kiev e o início do confronto entre a Rússia e o Ocidente, a União Europeia criou a Força-Tarefa East StratCom. Essa agência faz parte do Serviço Europeu de Ação Externa e seu objetivo é combater as atividades russas e promover as da UE em países do leste europeu, como Azerbaijão, Geórgia, Armênia, Bielorrússia, etc.
Seguindo o exemplo da UE, em 2021 o governo francês o VIGINUM, o Serviço de Vigilância e Proteção contra Interferências Digitais Estrangeiras, uma agência nacional que atua como fiscalizadora da interferência estrangeira em eleições. Segundo o texto a preocupação dos franceses como não poderia deixar de ser é a internet e o que chamaram de “áreas cinzentas da informação no espaço digital”.
A Comissão de Cultura do Senado apresentou um relatório em julho de 2026 fazendo 56 recomendações, descrevendo um cenário midiático profundamente transformado por plataformas digitais (como Facebook, YouTube, TikTok, etc.), criadores de conteúdo e inteligência artificial.
“Ao refletirem sobre como se adaptar à evolução do panorama mediático, sugerem o estabelecimento de apoio financeiro para criadores de conteúdos noticiosos “que cumpram critérios de qualidade editorial” (isto é, combate ao discurso de ódio, proteção de menores, respeito pela dignidade humana, etc. – os pretextos habituais). Apoio financeiro condicionado – por outras palavras, com restrições.” – aponta o autor do artigo.
Segundo Buge, a principal preocupação deste relatório seria as eleições de 2027 e a suposta defesa da democracia. Para combater tal ameaça os senadores recomendam a criação de um “observatório independente sobre desinformação” antes da próxima eleição presidencial.
“Assim, o regime de Macron tem um novo conceito orwelliano distorcido: “interferência interna” nos próprios assuntos internos. E um observatório “independente” terá que verificar se os cidadãos franceses pensam corretamente, especialmente antes de se organizarem politicamente.” afirma Matthieu Buge.
Para o autor já era uma realidade órgãos de censura, verificadores de fatos entre outros meios que levavam a perseguição e até prisão de pessoas. Porém neste momento a França estaria através de seus parlamentares oficializando esse fato passando a ser uma diretriz política de Estado.
“Bem-vindos a uma democracia onde se espera que você se engaje politicamente porque é, como se diz, um dever, mas onde uma comissão decide se você pode falar ou não – ou se será assediado financeiramente por meio de processos judiciais intermináveis, ou preso.” Acrescenta Buge.
As campanhas de censura e perseguição do que as pessoas falam e escrevem nas redes sociais tem se ampliado significativamente principalmente nos países ditos do ocidente democrático. Esses ataques aos direitos democráticos em vários países do mundo é orquestrado pelo imperialismo que atua de todas as formas para tentar esconder seus crimes de guerra, como por exemplo o genocidio do povo palestino.




