O escritor espanhol Luis Goytisolo morreu no domingo (12), aos 91 anos, em Vimbodí, na província de Tarragona. A morte foi anunciada pela Real Academia Espanhola (RAE), da qual ele fazia parte desde 1994.
Nascido em Barcelona, em 17 de março de 1935, Goytisolo publicou seu primeiro romance, Las afueras, em 1958. Depois, lançou livros como Estela de fuego que se aleja e Estatua con palomas, além de ensaios e trabalhos para a televisão.
No fim dos anos 1950, participou da oposição clandestina ao franquismo e apoiou o Partido Socialista Unificado da Catalunha (PSUC). Em 1963, foi preso durante quatro meses no presídio de Carabanchel, em Madri.
Na prisão, começou a escrever Antagonía em pedaços usados de papel higiênico. A tetralogia foi publicada entre 1973 e 1981 e é formada por Recuento, Los verdes de mayo hasta el mar, La cólera de Aquiles e Teoría del conocimiento.
Em entrevista concedida em 2014, Goytisolo afirmou que sua aproximação com o Partido Comunista ocorreu para combater o franquismo e que não aderiu ao marxismo.
O escritor era irmão do poeta José Agustín Goytisolo e do romancista Juan Goytisolo. Recebeu o Prêmio Nacional de Literatura em 1992, o Prêmio Nacional das Letras Espanholas em 2013 e o Prêmio Carlos Fuentes, no México, em 2018.




