Autoridades norte-americanas detiveram e interrogaram o jornalista Max Blumenthal no Aeroporto Internacional de Dulles, nos arredores da capital dos Estados Unidos, quando ele retornava de uma viagem ao Irã.
Blumenthal, editor do portal The Grayzone, afirmou que agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês) revistaram sua bagagem e exigiram acesso aos seus celulares. O jornalista recusou-se a desbloquear os aparelhos, que foram então confiscados.
“Como punição por meu jornalismo baseado em fatos, fui submetido a uma perseguição política pelo governo Trump ao retornar do Irã”, denunciou Blumenthal.
Durante o interrogatório, os agentes perguntaram repetidas vezes sobre os planos de viagem do jornalista e procuraram saber se ele pretendia voltar ao Irã para continuar sua cobertura. Para Blumenthal, a apreensão dos aparelhos teve o objetivo de intimidá-lo e impedir novas reportagens críticas sobre a política dos Estados Unidos para o país persa.
“A apreensão dos meus aparelhos foi um claro ato de intimidação destinado a dissuadir a mim e a outros de realizar novas reportagens críticas a partir do Irã. É provavelmente por isso que meus interrogadores da CBP exigiram saber se eu voltaria em breve a Teerã para trabalhar”, declarou.
Cobertura da agressão contra o Irã
A detenção ocorreu depois de Blumenthal publicar reportagens sobre a reação da população iraniana à guerra de agressão promovida pelos Estados Unidos e por “Israel”, incluindo a repercussão do assassinato do líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seied Ali Khamenei.
O jornalista afirmou que as perguntas feitas pelos agentes estavam diretamente relacionadas ao seu trabalho. Segundo ele, os responsáveis pelo interrogatório integram um “cartel criminoso influenciado por ‘Israel’”, ameaçado pelas reportagens realizadas no Irã.
Blumenthal esteve entre os jornalistas estrangeiros que viajaram ao país para acompanhar as cerimônias de despedida e o funeral de Khamenei. As homenagens reuniram uma multidão de dezenas de milhões de pessoas e foram realizadas durante a guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por “Israel”.



