A esquerda chave de cadeia, ou “Esquerda 190”, como alguns já tratando essa gente, não passa um dia sem pensar em novas leis para criminalizar a política ou colocar alguém na cadeia.
No sítio Revista Movimento aparece um artigo publicado nesta quarta-feira (8) com um tema recorrente: “Sâmia apresenta projeto para ampliar proteção contra violência política de gênero na internet”.
O olho do artigo alerta que a “proposta atualiza legislação para incluir o uso de inteligência artificial, deepfakes e divulgação indevida de dados pessoais entre as formas de violência política contra mulheres”. Em um país onde o judiciário se especializou em prender trabalhadores, é uma ótima notícia, pelo menos para direita, que concorda plenamente que é necessário fechar cada vez mais o regime.
“A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP)” – inicia o primeiro parágrafo –, “apresentou, na última semana, o Projeto de Lei 3191/2026, que atualiza a legislação brasileira sobre violência política de gênero para enfrentar novas formas de ataques praticados no ambiente digital. A proposta altera a Lei nº 14.192/2021 e o Código Eleitoral para incluir expressamente como violência política contra a mulher o uso de conteúdos manipulados por inteligência artificial, os chamados “deepfakes”, e a divulgação não autorizada de dados pessoais com o objetivo de intimidar, constranger ou impedir a participação política feminina.”
Aparentemente, a medida pode parecer inócua, uma vez que trata de um nicho, o da política. No entanto, essa será mais uma arma da direita contra a esquerda. Se alguém, por exemplo, criticar a deputada Tabata Amaral, que também adora uma lei repressiva, e que quer defender o Estado genocida de “Israel”, poderá ser preso.
Os políticos agora são como semideuses, não podem ser criticados, ou ridicularizados, especialmente as mulheres. A deputada Sâmia Bomfim está muito enganada se acredita que essas leis a protegerão.
Endurecimento
Como é típico da política direitista identitária, “o projeto também prevê aumento de pena para os casos em que o crime de violência política contra a mulher for cometido por meio da internet, redes sociais, aplicativos de mensagens ou outras plataformas digitais capazes de ampliar a disseminação do conteúdo ofensivo. Na justificativa, Sâmia afirma que a legislação precisa acompanhar as transformações tecnológicas que passaram a impactar diretamente a participação das mulheres na política.”
A nobre deputada, que se diz de esquerda, e é tão ciosa das leis, deveria verificar as condições das prisões brasileiras e exigir a libertação da população carcerária, que vive em condições desumanas em verdadeiras câmaras de tortura. Mas, isso, ao que parece, não vem ao caso.
Por outro lado, é muita falta de noção alguém acreditar que leis mais duras irão intimidar a direita, pois é ela que controla de fato o Estado.
A desculpa da deputada para o recrudescimento da lei é que “A experiência acumulada desde a edição da lei demonstra que parcela significativa das agressões dirigidas a candidatas, parlamentares, dirigentes partidárias e demais mulheres que atuam na esfera pública passou a ocorrer por intermédio de ferramentas digitais, muitas das quais não eram objeto de atenção específica do legislador quando da elaboração da norma”.
A esquerda pequeno-burguesa, que prega que é necessário eleger parlamentares para melhorar a vida do trabalhador, mostra que seu único objetivo é conseguir um posto dentro da máquina pública e nada mais. Aliás, esse tipo de lei apenas aumenta o poder do Estado burguês que, em última instância, irá perseguir a própria esquerda.
Segundo o artigo, “o projeto reforça uma agenda que Sâmia vem desenvolvendo no Congresso para enfrentar a violência de gênero no ambiente virtual. Em 2025, a deputada apresentou o PL 6075, que tipifica como crime a promoção, a incitação e a divulgação de conteúdo misógino, prevendo pena de reclusão e agravantes quando a prática ocorre por meio de redes sociais, contas falsas, mecanismos automatizados ou é dirigida contra mulheres em razão de sua atuação pública.”
Violência não se combate com cadeia, a menos para a direita, que se empenha em sempre criar novas leis e aumentar as punições.
Adiante, o texto finaliza dizendo que “a proposta, que ficou conhecida como PL Anti-Redpill, foi apresentada diante do aumento dos casos de feminicídio e da expansão de discursos de ódio contra mulheres nas plataformas digitais, ampliando os instrumentos legais de enfrentamento à misoginia e à violência praticada no ambiente virtual.”
“Redpill”, “discurso de ódio”, etc., não passam de uma parafernália identitária que visa a censura combater a liberdade de expressão, um direito fundamental que o imperialismo tem atacado mundialmente e com auxílio da esquerda pequeno-burguesa.
A proposta da deputada do PSOL, além de mesquinha, pois trata de um interesse particular, serve para que a classe trabalhadora se eduque e percebe que votar não é o que vai de fato transformar a sociedade. Os parlamentares pequeno-burgueses se agarram aos seus privilégios e pouco se importam com a classe trabalhadora.



