Apenas 43% dos adultos norte-americanos acreditam que a OTAN honraria o Artigo 5, a cláusula de defesa coletiva, caso os Estados Unidos fossem atacados. O dado consta em uma pesquisa interna vista pelo Politico.
O índice é o menor nível de confiança registrado entre os 32 membros do bloco, bem abaixo da média de 57%. Os dados não trazem comparação anual, mas fontes citadas pelo jornal indicam que a média do bloco caiu cerca de oito pontos percentuais desde 2025, com o declínio impulsionado principalmente pelos Estados Unidos.
Apesar disso, o apoio geral à parceria transatlântica ainda aparece relativamente alto: 72% dos entrevistados a consideram importante. A pesquisa, feita com mais de 31 mil pessoas entre março e abril, também apontou mudanças nas opiniões sobre Rússia, China e Ucrânia.
As visões favoráveis à Rússia subiram de 12% para 17%. Em relação à China, passaram de 17% para 22%. O apoio à Ucrânia caiu de 59% para 55%. Um funcionário da OTAN se recusou a comentar os números, afirmando que se trata de dados “de uso interno”.
Donald Trump tem criticado a OTAN há anos, denunciando os países europeus por gastar pouco com defesa. Na semana anterior à cúpula de Ancara, chamou a relação com o bloco de “unilateral” e afirmou ser “ridículo” mantê-la, em publicação na rede Truth Social.
O atrito aumentou após aliados recusarem apoio à tentativa de Trump de adquirir a Groenlândia, território da Dinamarca, e depois da recusa de países europeus em ceder bases e espaço aéreo para a guerra dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã. Em junho, o secretário de Guerra Pete Hegseth anunciou uma revisão de seis meses da presença militar norte-americana na Europa.



