Duas bombas explodiram na terça-feira (7) perto do hotel em Damasco onde o presidente francês Emmanuel Macron estava hospedado. As explosões ocorreram nas proximidades do Four Seasons, em uma área movimentada entre o Ministério do Turismo e o Museu Nacional.
Ao menos 18 pessoas ficaram feridas, incluindo quatro policiais, segundo a imprensa local, citando o Ministério do Interior sírio. O gabinete de Macron afirmou que o presidente francês não ouviu as explosões e se reuniu com o presidente sírio Ahmed al-Sharaa conforme previsto.
A visita é a primeira de um chefe de Estado da União Europeia a Damasco desde que o mercenário al-Sharaa tomou o controle da Síria, em dezembro de 2024, após o golpe imperialista contra o presidente Bashar al-Assad.
Autoridades sírias afirmaram que o comboio de Macron havia deixado o hotel minutos antes das explosões, a caminho do palácio presidencial. Segundo uma fonte de segurança síria, os artefatos explosivos foram descobertos por agentes de segurança e detonados quando equipes antibomba tentavam desarmá-los.
Um dos artefatos estava dentro de um carro estacionado perto do hotel. O outro foi escondido em uma lixeira à beira da via e explodiu ao lado de uma ambulância, onde dezenas de pessoas tinham se reunido.
O Ministério do Interior sírio informou que os explosivos estavam fora do perímetro de segurança e não representaram ameaça direta a Macron ou à delegação francesa. Nenhum grupo reivindicou a autoria de imediato.




