Nesta quarta-feira (1º), o árbitro de vídeo, o VAR, voltou a se destacar, garantindo a eliminação de Senegal diante da Bélgica. A seleção africana vencia por 2 a 0 até os 40 minutos do segundo tempo, tinha nas mãos uma classificação histórica e acabou derrotada por 3 a 2, na prorrogação, depois de uma interferência decisiva.
Mais uma vez, a tecnologia apareceu no torneio para favorecer uma seleção europeia diante de uma equipe de fora do centro do futebol mundial. O que já havia ocorrido contra o Brasil e contra o Irã se repetiu agora contra Senegal: um lance duvidoso, ignorado pelo árbitro em campo, foi reaberto pela cabine de vídeo e transformado em pênalti no fim da partida. O resultado foi a classificação da Bélgica.
A partida, disputada no Lumen Field, em Seattle, começou com Senegal superior. A equipe africana controlou boa parte do jogo, impôs seu ritmo e abriu vantagem de 2 a 0. A Bélgica, uma das seleções europeias mais badaladas dos últimos anos, esteve perto de uma eliminação incontestável. Até os 40 minutos da etapa final, os senegaleses venciam e mantinham a vaga.
Em apenas três minutos, no entanto, os belgas chegaram ao empate. A partida foi para a prorrogação e, quando a disputa por pênaltis se aproximava, veio o lance que decidiu o jogo. Aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação, Camara deu um carrinho na área em disputa com Tielemans. O árbitro hondurenho Said Martínez nada marcou em campo.
A jogada, porém, foi revisada pelo VAR. A cabine, que contou com a participação do brasileiro Rodolpho Toski, chamou o árbitro para ver o lance. Depois de longa análise, Martínez mudou a decisão e marcou pênalti para a Bélgica. Tielemans cobrou e fez o gol da virada, aos 16 minutos do segundo tempo da prorrogação.
A marcação decidiu a partida. Senegal, que havia dominado o jogo por longo período, foi eliminado. A Bélgica, que esteve a poucos minutos de cair, foi empurrada para a próxima fase.
Inglaterra sofre contra Congo
Antes da roubalheira contra Senegal, a Inglaterra também sofreu muito para passar pela República Democrática do Congo. Em Atlanta, no Mercedes-Benz Stadium, a equipe africana saiu na frente logo aos sete minutos, com Cipenga, após falha da defesa inglesa. O Congo ainda teve chance clara de ampliar no fim do primeiro tempo, quando Wissa acertou a trave.
A Inglaterra só conseguiu reagir no segundo tempo. Harry Kane marcou aos 30 minutos e virou aos 40, garantindo o 2 a 1.
O Congo foi eliminado, mas deixou a segunda fase depois de colocar uma das favoritas em situação crítica. A Inglaterra avançou para enfrentar o México, que venceu o Equador por 2 a 0 na terça-feira (30), no Estádio Azteca. A seleção mexicana chega ao confronto embalada por quatro vitórias seguidas e sem sofrer gols.
Estados Unidos passam pela Bósnia
No último jogo do dia, os Estados Unidos venceram a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0, no Levi’s Stadium. A seleção norte-americana abriu o placar ainda no primeiro tempo, com Balogun, aos 44 minutos. Na segunda etapa, o mesmo Balogun foi expulso após revisão do VAR por entrada em Muharemovic.
Mesmo com um jogador a menos, os Estados Unidos ampliaram. Tillman cobrou falta, o goleiro Vasilj falhou e a bola entrou. A Bósnia tentou reagir, mas pouco produziu. Com o resultado, a seleção da casa avançou para enfrentar a Bélgica na próxima fase.
A combinação dos resultados definiu mais confrontos do mata-mata. Inglaterra e México se enfrentam no domingo (5), na Cidade do México. Bélgica e Estados Unidos jogam na segunda-feira (6), em Seattle.





