Tropas sionistas mataram ao menos 241 menores no território ocupado entre outubro de 2023 e sábado (28), segundo dados colhidos por uma ONG do próprio Estado de “Israel”. O dado expõe a maior proporção de vítimas nessa faixa etária desde a ocupação de 1967 e se soma a novos ataques na Faixa de Gaza, onde uma ofensiva aérea matou três pessoas, incluindo uma criança, na segunda-feira (29).
A escalada de mortes na Cisjordânia ocupada confirma que a violência de “Israel” contra os palestinos não está restrita à Faixa de Gaza. Um levantamento divulgado pelo grupo “israelense” B’Tselem reuniu dezenas de casos de crianças e adolescentes mortos pelas forças de ocupação em 2025. Diante disso, é evidente que os soldados têm sido autorizados e orientados, na prática, a atirar contra menores. Segundo o levantamento, brincavam nas ruas, estavam perto de casa e sequer apresentaram algum tipo de resistência.
Desde 7 de outubro de 2023 até 28 de junho de 2026, as forças de “Israel” mataram 1.086 palestinos na Cisjordânia e na Jerusalém Oriental ocupada. 241 crianças e adolescentes representam 22% dos mortos. A proporção significa que aproximadamente um em cada quatro mortos era menor de idade. B’Tselem também afirma que “Israel” reteve os corpos de 18 dos 54 menores mortos na Cisjordânia em 2025. Isso, na prática, amplia a violência contra as famílias e impede enterros conforme os costumes locais.
Além disso, não se pode esquecer que existem inúmeras denúncias de tráfico de órgãos que pesam contra o Estado genocida de “Israel”.
Entre os casos citados está o de Layla al-Khatib, de dois anos, atingida na cabeça por um disparo enquanto estava no colo da mãe dentro de casa, em janeiro de 2025. Em outros episódios, os tiros atingiram crianças que estavam ao ar livre, em situações comuns da vida cotidiana.
A gravidade não se limita ao momento do disparo. O relatório aponta que, em quase um quarto dos casos analisados em 2025, equipes médicas ou moradores foram impedidos de chegar aos feridos, o que impossibilitou prestar socorro imediato. O que deixa claro que os assassinatos são deliberados.
B’Tselem afirma que não conhece nenhuma acusação formal apresentada contra soldado ou colono por matar palestinos na Cisjordânia desde outubro de 2023, mesmo nos casos envolvendo menores.
O quadro se soma a um novo ataque na Faixa de Gaza. Autoridades de saúde informaram que um bombardeio de “Israel” em Deir el-Balah, no centro do território, matou três pessoas, entre elas Malik Wael Abu Shaweesh, de oito anos. O ataque ocorreu perto da ponte de Wadi Salqa, na rua al-Baraka, e deixou feridos. O governo de Gaza informou que, desde a entrada em vigor do cessar-fogo em outubro, 1.045 palestinos foram mortos e 3.380 ficaram feridos em violações atribuídas a “Israel”.
A repetição de mortes na Cisjordânia e em Gaza mostra que a ocupação atua com o objetivo intencional de atingir crianças palestinas. O discurso oficial de “Israel” procura apresentar as vítimas como ameaça, mas os levantamentos citados apontam o contrário e não há como justificar os assassinatos pelo sionismo de crianças totalmente indefesas.





