América do Sul

Número de mortos por terremotos na Venezuela passa de 1.700

Balanço oficial aponta 1.719 mortos, 5.034 feridos e mais de 50 mil desaparecidos ou sem contato após os tremores

O número de mortos pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela passou de 1.700, informaram as autoridades do país nesta segunda-feira (29). Segundo o balanço oficial, 1.719 pessoas morreram e 5.034 ficaram feridas desde os tremores registrados na segunda-feira anterior.

Mais de 50 mil pessoas seguem desaparecidas ou sem contato, enquanto as equipes de resgate procuram sobreviventes nos escombros de milhares de edifícios que desabaram ou foram danificados. A destruição atingiu Caracas e vários estados costeiros, entre eles La Guaira, Carabobo, Miranda, Aragua e Falcón.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, os dois terremotos tiveram magnitude 7,2 e 7,5 e ocorreram com menos de 40 segundos de diferença. O tremor de magnitude 7,5 atingiu uma área a cerca de 23 quilômetros a sudeste de Yumare, no estado de Yaracuy. O terremoto de magnitude 7,2 ocorreu a aproximadamente 24 quilômetros a nordeste de San Felipe.

Uma avaliação preliminar feita a partir de dados de radar por satélite indica que cerca de 58.870 edifícios foram danificados ou destruídos na região atingida. Dezenas de milhares de pessoas tiveram de deixar suas casas, aumentando a pressão sobre os serviços de emergência e as operações de socorro.

A atividade sísmica continuou nos dias seguintes. Na segunda-feira (29), um tremor secundário de magnitude 4,6 foi registrado perto de Caraballeda. Ele foi um dos mais de 600 abalos registrados desde os dois terremotos principais. Não foram informados novos danos de imediato, mas o tremor levou moradores de Caracas a sair às ruas.

No sábado (27), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, conversou por telefone com seu equivalente venezuelano, Yván Gil Pinto, e transmitiu as condolências do governo e do povo iraniano às famílias das vítimas.

Araghchi desejou rápida recuperação aos feridos e afirmou que a República Islâmica do Irã está ao lado do povo venezuelano neste momento. O chanceler iraniano também declarou que o país está pronto para enviar ajuda e participar das operações de busca e resgate.

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