A arte é uma técnica milenar, inegavelmente…
A chamada sétima arte, o cinema, surgiu com a missão de popularizar certos temas. Sim, o cinema nasceu essencialmente como entretenimento de massa e atração de feiras no final do século XIX.
A intersecção entre cinema, negócios e política envolve o financiamento de narrativas para controle de imagem, o lobby por regulamentações, como a das plataformas de streaming, e a atuação de cineastas que também são grandes empresários bilionários.
Dark Horse é o título de um filme que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A polêmica em torno desta produção cinematográfica vai além da análise crítica. Os parâmetros envolvidos nesta questão artística incluem fatores político-partidários e afins. A película narra a campanha presidencial de 2018, tendo Jair Bolsonaro como um azarão, tradução da expressão “dark horse”, com foco no atentado a faca sofrido pelo então candidato e em sua ascensão até a vitória eleitoral daquele ano. O filme é estrelado por Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro, e o elenco principal conta com Marcus Ornellas, Sérgio Barreto, Eddy Finlay e Camille Guaty.
Assim como Dark Horse, outros produtos semelhantes foram gerados com intencionalidade político-partidária.
Nem todos os filmes idealizados na mente de muitos diretores criativos e éticos irão brilhar nas telonas, afinal, há lacunas em todos os segmentos sociais.
Sem dúvida, o maior gap é o da pobreza, imperante no Brasil. As biografias sensacionalistas são praticamente impostas a uma percentagem da população, vítima da falta de alteridade. São pessoas que, aos trancos e barrancos, ainda conseguem consumir cinema. Porém, infelizmente, ainda se deparam com artes nascidas e renascidas em um universo desprovido de verossimilhança.


